OPERAÇÃO KRIPTONITA

As investigações da Polícia Civil de Umuarama apontam que o chefe da organização criminosa denominado “Forte” criou um esquema sustentado por dois pontos: trazer e bancar criminosos do estado vizinho de Santa Catarina para cometer os furtos e usar adolescentes para escolher as vítimas e fazer o transporte até a fronteira com o Paraguai. Tudo isso regado a festas luxuosas em chácaras de lazer na região.
A Operação Kriptonita, deflagrada na manhã desta quarta-feira (28) visa desbaratar toda a organização, com 20 mandados entre prisão, apreensão cautelar e busca e apreensão em Umuarama, Perobal, Guaíra e Alto Piquiri.

Segundo as investigações desenvolvidas pelo Setor de Crimes Patrimoniais do Grupo de Diligências Especiais da 7ª SDP, o “líder organizou uma complexa engrenagem delitiva com sólida divisão de tarefas em Umuarama e comarcas lindeiras. O grupo arregimentava criminosos oriundos do Estado de Santa Catarina (Joinville/SC), os quais migravam para o Paraná com despesas, combustíveis e aluguéis de kitinetes-base integralmente custeados pelo chefe do esquema”.
De acordo com a polícia, a “estrutura contava ainda com o aliciamento e a utilização direta de adolescentes, que atuavam ativamente na prospecção e seleção de vítimas vulneráveis (roletagem), além de exercerem a função de condutores (pilotos) encarregados de transportar as caminhonetes subtraídas em alta velocidade pelas rodovias estaduais e federais até a linha de fronteira para receptação na República do Paraguai. Para incentivar os comparsas e comemorar os frequentes êxitos das subtrações veiculares, o líder supremo realizava confraternizações e churrascos mediante a locação de chácaras de lazer e luxo na região”.