Cotidiano

UMUARAMA

Escritório denuncia golpe com uso da marca e envio de conteúdo suspeito de pornografia

01/08/2025 08H52

Jornal Ilustrado - Escritório denuncia golpe com uso da marca e envio de conteúdo suspeito de pornografia

A Polícia Civil do Paraná investiga um caso de falsidade ideológica e possível divulgação de conteúdo criminoso envolvendo o uso indevido do nome e da identidade visual do escritório Ferri & Ferri Advogados Associados, sediado em Umuarama. A denúncia foi registrada no último dia 24 de julho por um dos sócios do escritório, o advogado Fabrício Renan de Freitas Ferri, conforme boletim de ocorrência.

De acordo com o relato, criminosos estariam se passando por integrantes do escritório por meio de contas falsas no aplicativo WhatsApp, utilizando número semelhante ao corporativo e a logomarca da banca. Segundo Ferri, o episódio mais recente envolveu a veiculação de uma mensagem com conteúdo extremamente grave em um grupo da plataforma, incluindo um link suspeito com possível conotação de pornografia infantil.

O número utilizado pelos criminosos — +55 44 9178-5955 — apresentava, conforme informado, nome de exibição e imagem idênticos aos do escritório, o que, segundo o advogado, tem gerado confusão entre os usuários e causado prejuízos à reputação da marca. A mensagem compartilhada pela conta falsa continha frases como “mais de 200 vídeos sobre crianças” e um link considerado suspeito pelos membros do grupo, que reagiram com indignação.

Segundo o boletim de ocorrência, o conteúdo compartilhado pode se enquadrar em crimes previstos nos artigos 241 e seguintes do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), além de possíveis infrações relacionadas à falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal), uso indevido de marca (art. 189 da Lei 9.279/96), associação criminosa (art. 288 do Código Penal), crimes digitais (Lei 12.737/2012) e violações ao Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014).

Em nota de esclarecimento, o escritório afirmou repudiar veementemente o uso indevido de sua identidade para a prática de crimes e destacou que os sócios, Fabrício Renan de Freitas Ferri e Gisele Calzavara Bosso Ferri, não possuem qualquer vínculo com as mensagens ou ações divulgadas por contas falsas. A nota também alerta para os riscos de golpes virtuais e pede atenção da população a possíveis tentativas de fraude.

De acordo com Ferri, essa não é a primeira vez que o escritório é vítima de golpes virtuais. Desde 2019, a equipe tem registrado casos de uso indevido da identidade institucional, com a criação de contas falsas para tentativa de estelionato. As providências adotadas incluem boletins de ocorrência junto à Polícia Civil e Federal, denúncias formais às plataformas envolvidas, ajuizamento de ação judicial contra a empresa Meta (responsável pelo WhatsApp), além de alertas sistemáticos aos clientes.

“Estamos diante de criminosos que se organizam digitalmente para lesar pessoas e ainda tentam associar a nossa marca a práticas absurdas e repugnantes. Esses atos ultrapassam todos os limites éticos, morais e legais. Não mediremos esforços para identificar os responsáveis”, reforça a nota oficial.

Conforme informado, o escritório passou a adotar um protocolo de segurança mais rígido, com a inclusão de alertas em seus atendimentos e a divulgação de orientações para que os clientes reconheçam os canais oficiais. A equipe também reforçou que toda e qualquer abordagem fora desses meios deve ser desconsiderada e denunciada.

Ainda de acordo com Fabrício Ferri, o intuito da denúncia é também alertar a sociedade. “Queremos que fique claro que não temos qualquer relação com esses crimes e que estamos colaborando com as autoridades para que os responsáveis sejam identificados e punidos”, afirmou.

A Polícia Civil e a Polícia Federal devem conduzir as investigações para apurar a autoria das ações criminosas e avaliar os prejuízos causados. A conta envolvida, segundo os relatos, está registrada como perfil comercial no WhatsApp Business, o que, segundo o escritório, pode induzir vítimas ao erro, por conferir aparência de legitimidade à prática.

A reportagem procurou a plataforma WhatsApp para comentar o caso, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno. A população é orientada a comunicar qualquer tentativa de golpe às autoridades competentes.