7 ENVOLVIDOS

Dois investigados por envolvimento em uma tentativa de homicídio registrada em Umuarama em junho do ano passado foram presos preventivamente nesta quarta-feira (09), em Três Lagoas no Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu dia 23 de junho, na avenida Paraná, quando pai, 69 anos e filho, 38, foram alvos de disparos de arma de fogo após saírem de um comércio.
O autor dos disparos desceu de uma motocicleta, aproximou-se do veículo onde as vítimas estavam e efetuou diversos tiros contra o para-brisa, sem qualquer verbalização prévia, em uma área comercial bastante movimentada da cidade.
A prisão foi possível por meio de parceria entre a Polícia Civil do Paraná, 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio do GARRAS e da Seção de Investigações Gerais (SIG) de Três Lagoas. Os dois mandados foram contra N.Q.S., de 31 anos, e T.J.R.S., de 30 anos.

As prisões foram realizadas por volta das 6h, no município de Três Lagoas, por policiais civis da PCMS , em cumprimento a mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama.
Desde o início da investigação, a Polícia Civil realizou diligências de campo, análise de imagens, levantamento de informações, cruzamento de dados e análise de elementos extraídos de aparelhos celulares. Os trabalhos permitiram identificar a dinâmica dos fatos e a participação de diferentes integrantes do grupo investigado.
Ao todo, sete pessoas foram identificadas no curso da investigação. Deste total, três já foram presas, e uma mulher responde ao processo em liberdade. A mulher seria a proprietária do Hyundai/Tucson utilizado na fuga após o crime. Ela negou envolvimento com o crime, mas teve o telefone celular apreendido.
Três ainda estão foragidos: Francisco Rodrigues de Oliveira, natural de Buriticupu (MA); Carlos Alves Castro, natural de Campestre do Maranhão (MA) e Roni Alves, natural de Imperatriz (MA).
Com o cumprimento dos novos mandados, os dois investigados foram encaminhados para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil do Paraná destaca que a integração entre as forças de segurança foi fundamental para a localização dos investigados que se encontravam em outro Estado, demonstrando a importância do compartilhamento de informações e da atuação conjunta no enfrentamento à criminalidade organizada e aos crimes violentos.

NÃO SE CONHECEM
À época, pai e filho afirmaram em depoimento que não sabem e nem desconfiam qual teria sido o motivo do atentado a tiros.
Durante o ataque, o filho foi atingido por três tiros e precisou ser socorrido às pressas, sendo encaminhado ao hospital. O pai sofreu um ferimento mais leve, atingido de raspão por um dos disparos. Apesar da gravidade do crime, as vítimas relataram não possuir desavenças conhecidas ou qualquer informação que pudesse indicar a razão do atentado.
No momentos dos disparos havia mulheres e crianças no veículo.
As investigações apontam que o crime foi praticado por uma estrutura criminosa organizada, com participação de vários envolvidos e uso de, pelo menos, três veículos. Os suspeitos teriam se deslocado de outros Estados, se hospedado em hotéis da região e adquirido uma motocicleta dois dias antes do atentado, pelo valor de R$ 7 mil, pago via PIX.
As investigações prosseguem sob responsabilidade da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.
