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Enquanto Casa de Custódia não sai, cadeia pública de Umuarama recebe remendos

09/12/2019 09H57

Enquanto as obras para a construção da Casa de Custódia não começam, a cadeia pública de Umuarama recebe remendos emergenciais.

Na sexta-feira (6) a equipe de trabalho começou a reforma da rede de esgoto, com saídas individuais em cada cela para facilitar desentupimento. Também começaram a aplicação de camada extra de 15 centímetro de concreto em todas as galerias e no solário.

TRANSFERÊNCIAS

A reforma ocorre há algumas semanas e para permitir que ganhasse fôlego, recentemente pelo menos 40 detentos foram transferidos para a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco), justamente para facilitar a entrada dos trabalhadores. A capacidade da cadeia local é de 64 presos. Hoje abriga mais de 200.

A cadeia pública de Umuarama foi construída há mais de 30 anos e há mais de quatro anos está parcialmente interditada por força de uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público.

QUEBRA-QUEBRA

cadeia-destruida-umuarama

Em 2017 a estrutura voltou a ser comprometida após uma rebelião que resultou em quebra-quebra geral também na delegacia e em todo o complexo da 7ª SDP, por ocasião do assassinato da menina Tábata Crespilho, então com seis anos.

A confusão ocorreu após a prisão do autor do crime. No total foram 11 veículos queimados e depredados, entre eles viaturas policiais, carros de órgãos de imprensa e também do pai de Tábata.

DINAMITE

De lá para cá essa é a segunda reforma emergencial promovida na estrutura da cadeia. Esta última ocorre após a apreensão de quase dois quilos de dinamite ocorrida no intervalo de menos de sete dias. Nesta ocasião o delegado-chefe Osnildo Carneiro Lemes chegou a pedir abertamente a interdição total da estrutura da cadeia e a remoção dos detentos.

CASA DE CUSTÓDIA

A previsão é que o processo licitatório para a construção da Casa de Custódia de Umuarama fique pronto em janeiro de 2020. Por enquanto se está ainda na fase de aprovação de projetos. A nova estrutura terá capacidade para abrigar 753 presos provisórios, ou seja, sem condenação. A previsão é que fique pronta em dois anos, após o início da obra.

INTERDIÇÕES

Recentemente o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público do Paraná divulgou levantamento que apontou que oito cadeias da região de Umuarama estão com pedidos de interdição parcial. Deste total, cinco das unidades compõem a área de atuação da 7ª SDP, incluindo a sede, Umuarama.

Estão ainda com processos desta natureza Pérola, Goioerê, Iporã e Cruzeiro do Oeste, que está totalmente interditada há mais de dois anos. Os presos em flagrante são encaminhados para a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco).

Outras comarcas onde o Ministério Público também ajuizou ação civil pública pedindo providências são Cidade Gaúcha, Terra Roxa e Guaíra.