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CORONAVÍRUS

Empresários pedem, mas abertura da fronteira Paraguay/Brasil não tem prazo para ocorrer

15/06/2020 08H22

Enquanto os casos de covid-19 continuarem aumentando no Paraná, Mato Grosso do Sul e demais estados próximos, o governo paraguaio não vai reabrir a fronteira com o Brasil. Foi o que garantiram os ministros do Interior e do Comércio durante visita a Salto del Guaira para reunião com empresários na semana que passou.

A reportagem do Ilustrado também esteve no Consulado do Paraguay para entrevista com os representantes do País vizinho sobre como está a situação do lado de lá e as perspectivas de reabertura. O cônsul Santiago Jara Aguero reafirma que, apesar do baixo número de contaminações, o governo vizinho espera pela redução dos números do coronavírus no Brasil para iniciar o plano de reabertura.

Mas os brasileiros que têm algum compromisso e necessitam ir ao Paraguay podem preencher o formulário no Consulado e esperar pela aprovação que é feita por um Conselho de Defesa Nacional com sede na capital Assunção. O cônsul informou que, quando o pedido é aprovado, a pessoa entra no Paraguay e fica em quarentena obrigatória num hotel para depois de 14 dias seguir a viagem. E o número de pessoas que estão no Brasil e tentam ir ao Paraguay e tamanho que fez o movimento no Consulado em Guaíra aumentar em torno de mil por cento.

Já o transporte de todo tipo de mercadorias continua normal na fronteira e as alfândegas trabalham para liberar as cargas que entram e saem do País, porém com as exigências e controle rigoroso da Saúde. Também podem entrar direto as pessoas que estão internadas em hospitais no Brasil, desde que fiquem também em quarentena em casa.

O Paraguay registrou até a semana passada 1.100 casos com 11 mortes em todo o País. E estava apenas com uma pessoa na UTI. Em Salto del Guaira não houve nenhum registro da doença. A precaução no País vizinho com o fechamento total do comércio e fronteiras, segundo o Consulado, ocorre porque a estrutura da Saúde pública para a covid-19 é muito reduzida, apesar de que foi instalado o hospital de campana com 400 leitos na capital.

O essencial funciona, com restrições

Em todo o Paraguay estão funcionando apenas as atividades essenciais como supermercados, bancos e farmácias, restaurante apenas no delivery, entre outros. Por lá, todos os estabelecimentos abertos mantém pia com água e sabão na porta, a prioridade. O álcool em gel para eles é segundo plano, diferente do Brasil.

Santiago Jara diz que as restrições são severas no País para evitar o aumento de casos. Mas todos estão atentos aos números do Brasil e assim que ocorrer melhora, a flexibilização deverá ocorrer. “Mas é um cenário incerto”, diz.