Policial

CASO DIOSTI

Empresário condenado a 8 anos de reclusão vai cumprir pena em liberdade

06/05/2019 22H07

 

CASO DIOSTI Empresário condenado a 8 anos de  reclusão vai cumprir pena em casa

Umuarama – O empresário Márcio Ronaldo Diosti, 47 anos, foi condenado a pena de 8 anos de reclusão no regime semiaberto pela morte do vendedor autônomo Carlos Alves Motta, então com 46 anos a época do crime. O corpo de jurados reconheceu a existência da causa especial de redução de pena do homicídio privilegiado e a qualificadora que não permitiu a defesa da vítima.

Como Diosti permaneceu preso por três dias após o homicídio, tem ainda a cumprir a pena de 7 anos 11 meses e 27 dias através do sistema de monitoramento eletrônico. Após cumprir um sexto da pena, terá direito a retirada da tornozeleira.

O pedido foi feito pelo representante do Ministério Público, Paulo Estebom e pelo assistente de acusação Wanderley Stevanelli e endossado pela defesa, realizada pelos advogados Alessandro Durigon e Wilton Longo. “Era possível uma pena maior, mas não seria a decisão mais justa, por isso pleitei o privilégio para uma pena menor. Hoje se fez justiça com um resultado mais justo”, afirmou o promotor Estebom.

SATISFEITO

Segundo o advogado de defesa Alessandro Durigon, o resultado foi o pleiteado desde o início. “Ficamos satisfeitos com a sentença. Era o que pedíamos”, salientou. Durigon afirmou ainda que não vai recorrer da decisão. “Vamos aguardar o trânsito em julgado e após ele será intimado para colocar a tornozeleira”, explicou. Como o réu reside atualmente em Nova Olímpia, o cumprimento da pena será acompanhado pela Comarca de Cidade Gaúcha.

SENTENÇA

A sentença foi lida às 21 horas desta segunda-feira (6) pelo juiz da 1ª vara criminal, Adriano Moreira, após 11 horas de sessão. Previsto para começar às 9 horas, o julgamento atrasou em uma hora para a condução de uma testemunha considerada imprescindível pela acusação: da então companheira da vítima, Terezinha Marlene Ribeiro. Ela estava com vítima e réu no momento do crime e não compareceu espontaneamente ao tribunal. No total foram ouvidas três testemunhas de acusação e quatro de defesa.

Em duas das oitivas, foram apresentados testemunhos dados em juízo e gravados em vídeo. Foi o caso da ex-mulher da vítima e namorada do réu a época do crime. Ela reside em outra comarca e foi ouvida por precatória. O segundo foi de um pedreiro que estava com o réu no momento da morte da vítima e já faleceu.

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RÉU

Em depoimento emocionado e que durou cerca de uma hora, Márcio Ronaldo Diosti afirmou em plenário que “eu não tinha intenção de matar ninguém, não”, ao relatar detalhes sobre a morte e as circunstâncias que envolveram o crime.

O réu afirmou por diversas vezes que efetuou os disparos por estar sendo ameaçado de morte pela vítima.

Durante o julgamento ficou comprovado que a vítima ameaçou de morte sua ex-mulher e o réu por cerca de cinco meses. A mulher chegou a obter uma medida protetiva contra o ex-marido. Já o réu formalizou um boletim de ocorrência pelo crime de ameaça.

FAMÍLIA

“Não era o que esperávamos, mas é melhor do que ele (réu) não ser condenado”, afirmou o jornalista José Carlos Motta, irmão da vítima. Maria José Motta, mãe de Carlos Motta disse que “a Justiça de Divina não falha”.

O CRIME

Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado matou a tiros a vítima volta das 14h30 do dia 23 de setembro de 2012. Segundo o MP, a vítima estaria com a companheira e uma amiga em um bar de bingo, na avenida Presidente Castelo Branco, na Praça Sete de Setembro, quando o acusado estacionou seu veículo no local, foi até a mesa da vítima, sentou e após uma breve conversa com a vítima a chamou para uma conversa reservada.

Segundo o Ministério Público, durante a conversa, o acusado teria efetuado nove disparos, sendo que cinco acertaram a vítima, que morreu ainda no local. O acusado fugiu e acabou preso quatro meses após, no dia 20 de janeiro de 2013, em Novo Horizonte, no interior paulista. O crime foi flagrado por câmeras de segurança de um estabelecimento comercial.