VIOLÊNCIA

Dois homicídios registrados com apenas três minutos de diferença na madrugada deste domingo (19) mobilizaram as forças de segurança de Umuarama. As vítimas foram mortas a tiros em bairros distintos da cidade e, segundo a Polícia Civil, os dois crimes teriam sido praticados pelo mesmo autor, que segue foragido.
As vítimas foram identificadas como Gabriel Luiz Jacinto de Souza, de 26 anos, e Wesley Queiroz Tófoli, de 29 anos. Conforme informou a Polícia Civil, o principal suspeito é Caio Alexandre Monteiro Aleixo, de 32 anos, que está sendo procurado pelas equipes policiais.
De acordo com a Polícia Civil, o primeiro assassinato aconteceu por volta das 3h05, na Avenida da Estação, no Jardim Tropical. Gabriel Luiz Jacinto de Souza foi atingido por disparos de arma de fogo em via pública.
A Polícia Militar informou que a ocorrência foi inicialmente registrada na manhã deste domingo, por volta das 8h15, quando uma equipe do 25º Batalhão foi acionada após a localização do corpo.
No local, os policiais encontraram a vítima caída na via pública. Gabriel vestia camiseta bege, calça preta e utilizava um capacete. Moradores da região relataram ter ouvido aproximadamente três disparos de arma de fogo por volta das 3h da madrugada.
A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica. Durante a perícia, foram recolhidos três estojos de munição, além do telefone celular da vítima, que poderá auxiliar nas investigações. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para os exames de necropsia.
Apenas três minutos depois, por volta das 3h08, outro homicídio foi registrado, desta vez no Jardim Colibri.
Segundo a Polícia Civil, Wesley Queiroz Tófoli foi morto em frente à residência onde morava, na Rua 13 de Maio.
A Polícia Militar informou que foi acionada inicialmente para prestar apoio ao SIATE em uma ocorrência de disparos de arma de fogo. Durante as diligências, as equipes encontraram o atendimento médico sendo realizado na Avenida Ângelo Moreira da Fonseca.
No local, o médico do SAMU constatou o óbito de Wesley, que foi atingido por diversos disparos de arma de fogo.
A mãe da vítima, uma mulher de 49 anos, também foi baleada no braço esquerdo ao tentar impedir a ação criminosa. Ela recebeu atendimento das equipes de emergência e sobreviveu.
Em depoimento aos policiais militares, a mulher relatou que estava em frente à residência juntamente com o filho quando um homem chegou conduzindo uma Honda Biz branca, chamou Wesley pelo nome e, em seguida, efetuou vários disparos utilizando uma pistola.
Ainda conforme o relato da mãe, Wesley vinha sofrendo ameaças de morte em razão de um desentendimento anterior relacionado a motivos passionais, informação que será apurada pela Polícia Civil durante a investigação.
Durante o atendimento da ocorrência, uma terceira pessoa que recebia assistência médica deixou o local sem autorização, mas retornou pouco tempo depois, sendo novamente atendida pelo SAMU e encaminhada para uma unidade hospitalar.
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que as investigações já permitiram identificar o principal suspeito dos dois homicídios.
Segundo a corporação, o autor seria Caio Alexandre Monteiro Aleixo, de 32 anos, que permanece foragido.

O delegado responsável informou que novas informações sobre a motivação dos crimes e a dinâmica dos assassinatos ainda não serão divulgadas para não comprometer as diligências em andamento e a oitiva de testemunhas.
As forças de segurança realizam buscas para localizar o suspeito.
As duas cenas dos crimes foram isoladas e preservadas para o trabalho da Polícia Científica. Vestígios balísticos foram recolhidos e deverão ser confrontados durante a investigação para confirmar se a mesma arma foi utilizada nas duas execuções.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança, além de outras provas que possam esclarecer toda a sequência dos fatos e confirmar a motivação dos homicídios.
Até o momento, o suspeito não havia sido localizado. A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para sua localização seja repassada de forma anônima pelos canais oficiais das forças de segurança.