Umuarama

Luta contra o cancêr

Se você está na lista de doador de medula, fique atento ao telefone e e-mail

17/10/2018 13H06

Não basta realizar o cadastro para ser doador de medula e pronto. O possível doador precisa ficar atento para telefonemas de outros Estados, como também, a sua caixa de e-mail. O alerta surge do Hemonúcleo de Umuarama e do editor do site Legião dos Heróis, Felipe de Lima. Outra observação é a necessidade de atualizar o cadastro no site do Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), em caso de mudança de endereço ou contato.

Lucineia Dias Aguiar, administradora do hemonúcleo de Umuarama, explicou que quando os dados do doador e receptor são cruzados e existe a possibilidade de realizar o transplante, o Redome – Instituto Nacional de Câncer – entra em contato com a pessoa cadastrada. Desta forma, um telefone desconhecido vai ligar para você, possivelmente com prefixo do Rio de Janeiro.

Neste momento ocorre o problema, muitas pessoas não atendem números de outros Estados ou desconhecidos, pois acreditam ser operadoras de telefonia ou cartão de crédito oferecendo serviços ou outros produtos. O ato de não atender o número não registrado em sua agenda, pode ser a sentença de alguém que precisa da doação.

Em agosto deste ano, Felipe de Lima publicou em seu Twitter uma história: em que uma pessoa cadastrada no banco de doadores de medula não atendeu o smartphone, após uma semana o mesmo número ligando. Ainda sem o hábito de olhar diariamente a caixa de e-mail, só após algumas semanas o possível doador abriu a mensagem dos pais de uma criança, que poderia receber a medula. Entretanto, era tarde demais.

O Redome já recorreu ao hemonúcleo de Umuarama para a equipe da cidade identificar um cadastrado, pois a pessoa não respondia e-mail nem as ligações, ressaltou Lucinéia. “É precisa ficar atento, outra situação é que o doador tem que atualizar o cadastro em caso de mudança de endereço ou número de telefone. Essa atualização é feita no site do Redome” Alertou.

A luta –  Felipe de Lima é conhecido por suas ilustrações e criar conteúdo no site Legião dos Heróis, além da luta contra uma leucemia. O jovem é engajado em suas redes sociais e se tornou um exemplo de garra e esperança.

O PROCESSO

O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras – para 75% dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis (haploidênticos).

Para aumentar a probabilidade de êxito na localização, é fundamental manter os dados cadastrais atualizados no REDOME. Caso haja alguma mudança de informação, preencha este formulário. O voluntário pode ser chamado para efetuar a doação com até 60 anos de idade.

COMO CADASTRAR

Procure o hemocentro do seu estado e agende uma consulta de esclarecimento ou palestra sobre doação de medula óssea. O voluntário à doação assinará um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e preencher uma ficha com informações pessoais. Será retirada uma pequena quantidade de sangue (10ml) do candidato a doador. É necessário apresentar o documento de identidade.

O seu sangue será analisado por exame de histocompatibilidade (HLA) e os dados serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Quando houver um paciente com possível compatibilidade, você será consultado para decidir quanto à doação. Por este motivo, é necessário manter os dados sempre atualizados.

Para se tornar um doador:

  • Ter entre 18 e 55 anos de idade;

  • Estar em bom estado geral de saúde;

  • Não ter doença infecciosa ou incapacitante;

  • Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico;

  • Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.