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Dnit sinaliza para a pavimentação da Estrada Boiadeira entre Serra dos Dourados e Lovat/PR323

07/12/2020 10H55

Em matéria divulgada pela Agência Estadual de Notícias, no início da semana, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fará o chamamento da empresa vencedora da licitação do Lote 2A da pavimentação da Estrada Boiadeira, a BR-487. A licitação para o lote foi realizado em 2014 e este seria o último trecho da estrada a receber as melhorias.

O Lote 2A interligará os municípios de Serra dos Dourados a Cruzeiro do Oeste, com um trecho de 37 km passando na Área de Proteção Ambiental do Rio Piava, manancial que abastece com água potável a população de Umuarama. O assunto do traçado dentro da APA já vinha sendo tema de discussões na Capital da Amizade, principalmente com o projeto da Sanepar para novo ponto de capitação.

A extensão da rodovia sai do distrito de Serra dos Dourados passa pela APA do Rio Piava, seguindo na região de Lovat, onde desemboca na PR-323 e se conecta com o primeiro lote já concluído da BR-487 em Cruzeiro do Oeste.

O contrato é do modelo de RDCI, ou seja, a mesma empresa faz o projeto e executa a obra. Há expectativa de encerrar a revitalização da Boiadeira nos próximos cinco anos, perfazendo mais de 150 quilômetros no Paraná.

Hoje a pavimentação da Estrada Boiadeira está localizadas no Lote 1ª entre Serra dos Dourados e o Porto Camargo, onde a obra atingiu 33% em novembro, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), gestor e executor do contrato original.

Lote 1A

No Lote 1A envolve revitalizações entre Porto Camargo e Icaraíma, um contorno em Icaraíma e a pavimentação do traçado original da Boiadeira entre Icaraíma e Serra dos Dourados, com outro contorno de 4,5 quilômetros em Santa Eliza. O empreendimento enlaça, ao todo, 46 quilômetros de obras.

O Lote 1A é dividido em três trechos. O trecho 1 já é asfaltado com cerca de 10 quilômetros e está localizado entre Porto Camargo e Icaraíma. A intervenção neste ponto envolve implementação de acostamento, ajuste de curvas (reequilíbrio), alargamento da pista e novo pavimento sobre o existente.

Logo em seguida será construído um contorno em Icaraíma, tirando do centro da cidade o fluxo de caminhões. Esse trecho 2 terá cinco viadutos, cortando a PR-485 e reconectando o município ao novo traçado. A implementação ainda está na fase de desapropriação.

O trecho 3, onde estão sendo realizadas as obras neste momento, é a pavimentação sobre a antiga Boiadeira de Icaraíma até o distrito de Serra dos Dourados.

No local já foi realizada terraplanagem, drenagem, base e sub-base, e os meios-fios na chamada área de miolo, restando apenas o começo, o final e o contorno em Santa Eliza. Também estão em execução três viadutos próximos a Icaraíma: um para dividir o acesso entre a Boiadeira e Ivaté e outros dois no sentido a Umuarama, para retorno e tráfego interno dos canaviais e das fazendas de pecuária que margeiam a rodovia. Ainda haverá outro viaduto em Santa Eliza, próximo ao contorno que vai desviar a localidade, formando, ao todo, os nove viadutos ou obras de arte do contrato original.

O investimento total alcançará quase R$ 260 milhões, sendo R$ 223,8 milhões bancados pela Itaipu Binacional, num convênio de sub-rogação do contrato para o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).

Com esses novos recursos a empreiteira contratada promete alcançar 250 funcionários operando em ritmo acelerado na obra, com expectativa de entrega definitiva em janeiro de 2022.

Potencial da Boiadeira

A obra tem repercussão macro e micro, imediata e de longo prazo. Do lado estratégico, ela contribui com a criação de uma rota bioceânica conectando o Porto de Paranaguá e outros terminais brasileiros a Antofagasta, no Chile. No futuro, a ligação prevê uma rodovia de mais de 2,4 mil quilômetros entre Campo Grande (MS) e o porto chileno, que poderá reduzir em até duas semanas o tempo de viagem das exportações do Brasil para os países orientais, principalmente China, Japão e Coreia do Sul.