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MISTÉRIO

Delegado pede para população filtrar informações sobre desaparecidos em Icaraíma

14/08/2025 19H22

Jornal Ilustrado - Delegado pede para população filtrar informações sobre desaparecidos em Icaraíma

O caso do desaparecimento de Rafael Juliano Marascalche, 43 anos, Diego Henrique Afonso, 39, Robishley Hirnani de Oliveira, 53, e Alencar Gonçalves de Souza permanece sem respostas. Até o momento, nenhuma pista concreta foi confirmada pela polícia sobre o paradeiro das vítimas.

O delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial (SDP), Gabriel Menezes, informou na tarde desta quinta-feira (14) que todos os locais indicados por denúncias ou pela própria investigação já foram verificados, sem sucesso. Ele também reforçou que toda a estrutura para as buscas continua disponível e que equipes de investigadores estiveram novamente no município nesta data.

“A todo momento chegam possíveis locais onde os desaparecidos estariam, e todas essas informações foram checadas. A impressão é que algumas pessoas estão repassando sugestões sem fundamento. Quem quiser ajudar deve passar informações apenas quando tiver o mínimo de certeza de que são verdadeiras”, alertou Menezes.

O delegado também afirmou que não será divulgado se as vítimas possuem antecedentes criminais. “Como na investigação eles são tratados como vítimas, a polícia não divulga eventual histórico criminoso. Até o momento, não há indicativos de que estivessem envolvidos em atividades ilícitas”, completou.

Ainda segundo a investigação, a negociação de Alencar com supostos cobradores ocorreu por meio de um amigo que o apresentou a essas pessoas.

Veículo apreendido passou por perícia

A Polícia Científica realizou na terça-feira (12) a perícia em um Chevrolet Vectra preto, apreendido no decorrer das investigações. O resultado ainda não tem data para ser divulgado.

O veículo havia sido encontrado no dia 8 de agosto na residência de Antonio Buscariollo, um dos suspeitos de envolvimento no caso, junto com seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, 22 anos. A Justiça decretou a prisão temporária de ambos, que estão foragidos.

De acordo com o delegado-chefe, na quarta-feira (13) foram realizadas diligências para reunir mais informações que se somam às já obtidas. Não houve necessidade, neste momento, de uso de aeronaves, cães farejadores ou sonar — embora toda essa estrutura continue à disposição.

A investigação agora entra em uma fase mais aprofundada, com foco em perícias e análise de dados. “As atualizações tendem a ser mais demoradas, pois estamos trabalhando na obtenção e cruzamento de informações, perícia em celulares e outros materiais”, explicou Menezes.