43 DIAS

O delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Menezes, esclareceu nesta quinta-feira (18) que as notícias recentemente divulgadas por veículos locais e até nacionais sobre o caso dos quatro desaparecidos em Icaraíma não têm origem na Polícia Civil. Segundo ele, detalhes da investigação seguem em sigilo para preservar o trabalho policial.
“Recebi vários questionamentos sobre matérias que indicavam uma possível ligação entre o caso dos desaparecidos em Icaraíma e outro homicídio, além de versões que falavam sobre a dinâmica do crime e até o número de atiradores. Quero deixar claro que essas informações não foram repassadas pela Polícia Civil. Desconhecemos a fonte de tais notícias”, destacou o delegado.
Menezes ressaltou ainda que, justamente por conta do sigilo, esses pontos sequer podem ser expostos neste momento pela corporação.
Nesta quinta-feira, completam-se 43 dias do desaparecimento dos cobradores paulistas Rafael Juliano Marascalche (43 anos), Diego Henrique Afonso (39) e Robishley Hirnani de Oliveira (53), além do morador de Icaraíma e contratante do grupo, Alencar Gonçalves de Souza.
Os quatro foram vistos pela última vez na manhã de 5 de agosto, em uma panificadora no centro da cidade. Cerca de duas horas depois, as famílias perderam contato com eles.
Na última sexta-feira (12), uma equipe da Polícia Ambiental de Umuarama localizou a caminhonete Fiat Toro branca, utilizada pelos paulistas, enterrada em um bunker na zona rural do distrito de Vila Rica do Ivaí, em Icaraíma. O local fica a aproximadamente nove quilômetros do Pesqueiro Buscariollo, de propriedade dos principais suspeitos de envolvimento no desaparecimento.
O veículo apresentava várias marcas de tiros e vestígios de sangue. A perícia está sendo realizada.
A descoberta reacendeu as buscas. No sábado (13), equipes do Corpo de Bombeiros de Curitiba, com cães treinados para localizar cadáveres, foram deslocadas para a região, mas as varreduras em pontos indicados pela investigação foram infrutíferas. Projéteis e cartuchos de calibre 9 milímetros em uma propriedade rural próxima ao local onde teria ocorrido a cobrança de uma dívida foram encontrados durante as buscas, além de sinais de tiros em árvores.
O capitão do Corpo de Bombeiros de Umuarama, Dieferson Silva, informou que os cães retornaram para Curitiba nesta quinta-feira, mas destacou que a corporação permanece à disposição. “Estamos em contato constante com a Polícia Civil e não há previsão imediata para uma nova operação com os cães. No entanto, eles retornarão assim que for necessário. A equipe local segue de prontidão para apoiar as forças de segurança”, afirmou.
Enquanto isso, as famílias seguem na expectativa por respostas concretas, e a Polícia Civil reafirma que as investigações continuam de forma sigilosa, com prioridade máxima.