Umuarama

COVID-19

Coronavírus desacelera após lockdown, mas UTIs de Umuarama continuam lotadas

06/04/2021 08H26

As restrições adotadas pelo Governo do Estado, Prefeituras e o fechamento de algumas cidades da 12ª Regional de Saúde de Umuarama estão começando a gerar números positivos, em relação a taxa de transmissão do novo coronavírus. Na semana epidemiológica do dia 27 de março ao dia 3 de abril o número de amostras enviadas para exame foi 34% menor em relação a semana anterior.

Conforme dados da 12ª Regional de Saúde de Umuarama, na semana epidemiológica do dia 19 de março até 26 de março o setor responsável pelas amostras de covid-19 apresentou o total de 1.528 coletas, porém, o número reduziu na semana entre o dia 27 de março ao dia 3 de abril para 997 amostras. Neste cenário, foram menos 75 exames por dia, em um período que o Governo do Paraná aumentou o número de testagem.

A diretora da 12ª Regional de Saúde, Viviane Herrera, esclareceu que menos exames representa menos pessoas apresentando sintomas de covid-19. “Tivemos menos envio de amostras vindo de Umuarama e das cidades que realizaram o fechamento. Por isso a importância das pessoas manterem as medidas de prevenção e vamos ver como esses números se portam depois do feriado de Páscoa”, disse.

Leitos lotados

Mesmo com a leve desaceleração do vírus, os hospitais cadastrados para atender pacientes covid-19 e Pronto Atendimento continuam com lotação de leitos. No boletim da Uopeccan emitido todas as manhãs, o hospital contava com 25 pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI/Covid) e 37 em ala de Enfermaria/Covid. Já o Hospital Cemil estava com seus dez leitos de UTI/Covid com pacientes.

PARANÁ

O Governo do Paraná também emitiu informações na redução da taxa de transmissão do coronavírus. Conforme matéria da Agência Estadual de Notícia (AENotícia) o número de casos de covid-19 ainda é elevado no Paraná, mas o Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) de domingo (4) apontou queda pela quarta semana consecutiva, desde o começo de março.

É a primeira vez em um mês que os casos estão distantes de 30 mil por semana. O balanço leva em consideração os dias das confirmações, não a divulgação. Restrições adotadas pelo Governo do Estado e as prefeituras foram cruciais para conter o vírus.

A nona semana epidemiológica de 2021, estabelecida pelo Ministério da Saúde, foi entre 28 de fevereiro e 6 de março. No período foram registrados 37.831 casos, maior patamar desde dezembro de 2020 no Paraná. Desde então houve redução para 35.647 casos na semana 10 (de 7 a 13 de março), 34.122 casos na semana 11 (14 a 20 de março), 29.585 casos na semana 12 (21 a 27 de março) e 15.478 casos na semana 13 (28 de março a 3 de abril). O último comparativo aponta queda de quase 15 mil casos.

PIOR MOMENTO

Segundo o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, os números apontam para uma realidade dos últimos dias que ajuda a embasar as decisões do Governo do Estado e Prefeituras. No entanto, ele destacou que a ocupação de leitos de UTI e de enfermaria ainda está muito alta, resultado de contaminações que ocorreram nos últimos meses, e que março foi o pior mês da pandemia no Paraná, com mais de 140 mil casos e 4 mil óbitos. “A transmissão comunitária é uma realidade, o que significa dizer que não é mais possível rastrear qual é a origem da infecção, indicando que o vírus circula em todas as regiões. Estamos enfrentamento o pior momento da pandemia”, afirmou Beto Preto.