Umuarama

Saúde

Com 2.081 casos de dengue, Saúde reforça ações de combate ao mosquito

07/05/2020 09H41

A equipe da Vigilância em Saúde ambiental mantém ações constantes de prevenção e combate ao mosquito da dengue por todo o perímetro urbano de Umuarama. Diariamente os agentes de combate a endemias (ACEs) coordenam trabalhos com a colaboração de voluntários em regiões residenciais, comerciais e industriais da cidade, recolhendo materiais que possam acumular água e favorecer a reprodução do Aedes aegytpi, transmissor da dengue, zica vírus e febre chikungunya.

As ações são importantes para eliminar focos do mosquito, prevenir a reprodução e ao mesmo tempo conscientizar a população sobre a necessidade de manter os quintais limpos, livres de objetos e materiais que armazenem água a céu aberto, “ainda mais neste momento em que a dengue vem se espalhando rapidamente entre a população”, disse o coordenador da Vigilância Ambiental, Carlos Roberto da Silva.

“Já superamos a casa dos 2 mil casos confirmados desde agosto do ano passado e ainda temos 4.373 casos suspeitos em investigação, conforme o último boletim da Secretaria Municipal de Saúde, que podem resultar em mais gente contaminada”, acrescentou. No total, Umuarama já tem 9.310 notificações, das quais 2.856 foram descartadas (exames deram resultado negativo). O alto índice de infestação predial (IIP) e a circulação do vírus contribuem para esses números.

Na última segunda-feira, 5, uma equipe de voluntários da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel) recolheu vários sacos de lixo, recicláveis e materiais inservíveis na margem do Bosque dos Xetá, na Avenida Presidente Castelo Branco, principalmente nas proximidades dos vendedores ambulantes que atuam no local.

Na terça, 5, o mesmo trabalho foi realizado no Parque Danielle, nas imediações do futuro Restaurante Popular de Umuarama e nesta quarta, 6, a equipe fez o mutirão de limpeza no Parque Ibirapuera, próximo ao Jabuticabeiras. “Se a população não colaborar, é praticamente impossível reduzirmos a incidência da dengue apenas com as ações do município”, disse a diretora da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, Maristela de Azevedo Ribeiro.

Segundo ela, é impressionante a quantidade de resíduos que são recolhidos em poucas horas diárias deste trabalho. “Por mais que o poder público reforce ações de orientação e conscientização, muita gente ainda descarta embalagens de produtos, latas e garrafas na rua, tudo com potencial para favorecer a reprodução do mosquito. Essa luta é de todos”, completou.