Umuarama

Saúde

Caramujo gigante africano volta a aparecer nos bairros de Umuarama

21/03/2019 08H46

Com o aumento da umidade e as temperaturas amenas, o caramujo gigante africano volta a aparecer em alguns bairros de Umuarama. O seu controle deve ser feito um a um, mas por ser um vetor de transmissão de verminose, o manejo do molusco precisa de alguns cuidados, alerta a Vigilância Ambiental de Umuarama.

Conforme o agente de endemias da Vigilância Sanitária de Umuarama, Wesley Henrique, o caramujo africano tem hábitos normalmente noturnos, porém com a umidade e as temperaturas amenas os moluscos também se alimentam durante o dia. “Neste período é mais fácil ver o caramujo durante o dia buscando alimento entre as folhas, nas árvores, postes e muros”, explicou.

Na rua Bararuba, esquina com a Rua Cananeia no Jardim Tropical, moradores estão reclamando da quantidade de caramujos que estão vindo dos terrenos vazios. O tamanho do bicho assusta as pessoas, como também o medo de transmissão de doenças.

O agente de endemias, explica que a Vigilância Sanitária não tem a atribuição de fazer a coleta dos animais em residências particulares. Entretanto, caso os caramujos estejam surgindo de terrenos abandonados, os umuaramenses devem denunciar a situação na ouvidoria da Prefeitura no telefone 156. “Os fiscais do código de postura vão notificar o dono do terreno para realizar a limpeza”, explicou Henrique.

Manejo correto

A única forma de diminuir a infestação do molusco é o manejo ambiental no ecossistema onde ele vive. Os espécimes devem ser coletados manualmente, um a um. Para isso a pessoa deve usar uma luva ou pegar o molusco com uma sacola plástica, para posteriormente abrir uma cova de 80 centímetros, colocar os animais dentro, voltar a colocar cal sobre os caramujos e enterrar.

Caso a pessoa não tenha espaço no quintal, os caramujos podem ser colocados em um saco de lixo com cal. O saco deve ser amarrado e colocado para coleta de lixo. “O saco de lixo deve ser envolvido com outro saco para os garis da coleta de lixo não serem contaminados. Essa coleta deve ser realizada de semana em semana até o fim da praga” alerta o agente Wesley Henrique.

Não faça isso

Não podemos jogar sal ou calcário e nem queimar os caramujos africanos. Pois, caso a concha do caramujo permanecer no ambiente, ela se transformara em um criadouro do mosquito da dengue.

Praga

O caramujo gigante africano foi introduzido no país no final da década de 1980, oriundo do leste e nordeste africanos, como substituto ao escargot. A espécie (Achatina fulica) chegou ao Brasil por meio de uma feira realizada no Paraná. Duas zoonoses podem ser transmitidas pelo molusco – meningite eosinofílica, causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis, que passa pelo sistema nervoso central e se aloja nos pulmões; e a angiostrongilíase abdominal, com casos já registrados no Brasil. A doença, causada pelo parasito Angiostrongylus costaricensis, muitas vezes é assintomática, mas em alguns casos pode levar à morte por perfuração intestinal e peritonite.