Umuarama

Consciência

Campanha de recolhimento também faz alerta para os perigos do lixo eletrônico

14/05/2019 08H41

As consequências do descarte incorreto de eletrônicos vão além do impactos ambientais e para conscientizar a população desse problema, o Sescap-PR e parceiros realizam no dia 31 a Campanha E-Lixo. A ação será realizada no espaço da Feira do Produtor (ao lado do Estádio Lúcio Pipino), entre as 8 horas às 18 horas, e é destinada ao recolhimento de lixo eletrônico, como também a orientação.

O E-Lixo surgiu com a proposta de dar destinação correta aos resíduos provenientes de equipamentos eletroeletrônicos, sem agredir o meio ambiente. Conforme o diretor do Sescap-PR de Umuarama, Hélio de Souza Camargo, todo o lixo recolhido na campanha será destinado a Cooperativa de Catadores de Recicláveis de Umuarama (Cooperuma). “A cooperativa é uma ponte para a destinação correta do lixo, como também gera renda para os cooperados”, disse.

O QUE DESCARTAR

A população pode aproveitar a campanha E-Lixo para se desfazer de equipamentos eletroeletrônicos, como computadores, monitores, impressoras, rádios e equipamentos de som, aparelhos de telefone e celulares, aparelhos de fax, televisores e câmeras fotográficas, entre outros. Porém, toners e lâmpadas não serão aceitos, cujo manuseio demanda cuidados especiais.

PERIGO À VIDA

Segundo o diretor do Meio Ambiente de Umuarama, Matheus Michelan, os eletroeletrônicos contêm produtos químicos altamente tóxicos, como chumbo, mercúrio, cádmio e berílio, que em contato com o solo contaminam o lençol freático e, quando queimados, poluem o ar além de colocar em risco a saúde dos catadores de lixo. “Por outro lado, possuem materiais de alto valor para a reciclagem, por isso é importante dar a destinação correta”, completou Matheus Batista.

Alguns metais utilizados na fabricação desses produtos podem causar graves problemas de saúde. Problemas respiratórios e danos ao sistema nervoso podem ser desencadeados a partir da contaminação do organismo com mercúrio, chumbo e cádmio presentes nos eletrônicos.

Produtos como o chumbo, mercúrio e cádmio, encontrados nos computadores, celulares e TVs de plasma, são altamente tóxicos e colocam em risco a saúde dos seres vivos caso não sejam descartados de forma apropriada. Tratam-se de substâncias altamente poluentes que afetam tanto a qualidade do solo quanto da água, dos rios e dos lençóis freáticos e, consequentemente, dos animais que consomem essa água.

A CAMPANHA

A campanha E-Lixo, de recolhimento de lixo eletrônico, foi lançada pelo SESCAP-PR em 2011 para revolver um problema de acúmulo de aparelhos eletrônicos inutilizados nas empresas representadas pela entidade (que são mais de 36 mil no Estado). Com o sucesso da coleta, surgiu a necessidade de torná-la pública, abrindo espaço para a participação da sociedade. Até hoje a E-Lixo já recolheu e deu um destino correto a 461,269 quilos de materiais descartáveis (até final de 2018), tendo sido realizada nas cidades de Apucarana, Arapongas, Cascavel, Curitiba, Guarapuava, Maringá, Paiçandu, Sabáudia, Toledo e Umuarama.

Quanto lixo é produzido?

O relatório Global E-Waste Monitor 2017, lançado pela Universidade da ONU e pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos mostra que o volume de lixo eletrônico tem aumentado. Em 2016, foram gerados 44,7 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos em todo o mundo, um aumento de 8% em comparação com 2014. A previsão é que ocorra um crescimento de mais 17%, para 52,2 milhões de toneladas, até 2021. No Brasil, menos de 10% dos eletrônicos recebem o destino correto. Os brasileiros contribuíram com a maior parcela: 1,5 milhão de toneladas.