Umuarama

Infraestrutura

Buracos surgem no antigo Poliesportivo e problema volta a assombrar Umuarama

14/11/2022 09H23

buraco_poliesportivo_umuarama

O fantasma das erosões do antigo Poliesportivo, que já comeu mais de R$ 18 milhões dos cofres públicos de Umuarama, volta a pairar no local – que hoje é conhecido como Parque dos Ipês. A conclusão da obra que refez as galerias do complexo terminou em dezembro de 2016, porém ao longo dos anos vem apresentando algumas falhas.

Na última semana a reportagem do Jornal Umuarama Ilustrado identificou dois buracos surgindo no antigo Complexo Poliesportivo, um está localizado próximo a avenida Parigot de Souza. Já o segundo, fica no centro do Parque dos Ipês, neste é possível visualizar que existe alguma falha na estrutura das galerias. Possivelmente um distanciamento da tubulação promoveu o deslocamento da terra e gerando o início de uma erosão .

Jornal Ilustrado - Buracos surgem no antigo Poliesportivo e problema volta a assombrar Umuarama

Conforme a Secretaria de Obras de Umuarama, após a denúncia, foi realizado uma vistoria nos buracos e a administração municipal vai tomar as medidas necessárias. Em nota, a assessoria da Prefeitura de Umuarama ressaltou que o afundamento seria superficial e um dos buracos já seria aterrado. Ainda segundo os representantes da pasta, a partir de agora a área será monitorada especificamente nesses pontos.

HISTÓRIA

Localizada na Zona Sete e contornado pela Avenida Governador Parigot de Souza e ruas Mogno, Paineira, Capital da Amizade e Ibiaí, o Poliesportivo foi construído com recursos federais, a obra foi orçada em R$ 3 milhões e inaugurado em 2007.

Porém, o local foi duramente castigada pela erosão, após o rompimento da tubulação ármica construída para a drenagem pluvial, o problema iniciou em 2012. Em efeito cascata os tubos foram se rompendo, a erosão engoliu o campo, parte das arquibancadas, trechos de ruas e da avenida.

Após ter engolido quase todo Poliesportivo e ruas próximas, a erosão foi contida com a construção de aduelas em concreto e um canal aberto, protegido por gabiões. Mas, mesmo após a construção das aduelas, o rompimento de tubulações ainda provocou estragos constantes na avenida Parigot de Souza. Para recuperar a área degradada foram investidos no local cerca de R$ 18 milhões.

Conforme especialistas, a região é instável, com uma grande rede de galerias pluviais e as nascentes do córrego Pinhalzinho, por isso não pode receber grandes edificações.

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