Cotidiano

Operação Jaborandi

Balanço aponta apreensão de armas, dinheiro e joias com os investigados

27/10/2021 09H00

A Polícia Federal divulgou na tarde desta terça-feira (26) um balanço da Operação Jaborandi, deflagrada simultaneamente em Umuarama e em Bela Vista da Aparecida, na região Oeste do Estado e em Uruará, no Pará.

Além da apreensão de aparelhos celulares, HD’s externos, computadores e pendrives também foram encontradas joias, dinheiro e armas nas residências e empresas. O valor estimado dos bens não foi divulgado.

Mandados

No total foram 28 mandados de busca e apreensão cumpridos. Em Umuarama foram três: na residência de um empresário, na Prefeitura de Umuarama (no gabinete do prefeito e no setor de licitação) e na casa do prefeito afastado Celso Pozzobom. Segundo o advogado de defesa do gestor público, Luis Genésio Picolotto, no local não foram feitas apreensões.

Joborandi

Segundo o delegado da Polícia Federal Mateus Marins Correa de Sá, as investigações começaram a cerca de um ano após denúncia de fraude no processo licitatório que pavimentou a Estrada Jaborandi, em Umuarama. O custo da obra divulgado na época foi de R$ 3,8 milhões, sendo R$ 2,9 milhões rateados entre o Município e os proprietários rurais ao longo da via.

Ainda segundo o delegado Correa de Sá, perícia técnica apurou que nos 6 km da estrada foi aplicado quantitativo menor de asfalto do que o previsto em projeto, resultando em um prejuízo de R$ 180 mil aos cofres públicos.

Operador financeiro

Segundo a Polícia Federal, ao longo das investigações, foi possível averiguar a existência de duas organizações criminosas, estruturalmente ordenadas e com atuações bem definidas e que teriam em comum o suposto operador financeiro, o assessor parlamentar Valdecir Miester, preso desde maio último, no âmbito da investigação que apura supostos desvios de R$ 19 milhões na saúde de Umuarama.

Direcionamento

Segundo a Polícia Federal os envolvidos direcionavam licitações a empresários integrantes do grupo, superfaturavam seus valores e posteriormente os pulverizavam entre os agentes públicos e empresários que participavam do esquema.

Crimes

De acordo com a Polícia federal, os investigados, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude ao caráter competitivo de procedimento licitatório, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem chegar a 62 anos de reclusão.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos por 120 policiais em 6 municípios dos Estados do Paraná: Umuarama, Boa Vista da Aparecida, Perobal, Três Barras, Santa Helena e Guaíra (nos últimos quatro os mandados foram em sede de empreiteiras) e um do Estado do Pará (Uruará/PA).

Investigado se esconde em cemitério

Um dos investigados pela Operação Jaborandi, Alex Piovesan, secretário de Administração de Boa Vista da Aparecida, se escondeu no interior de Cemitério Municipal ao avistar as viaturas da Polícia Federal na cidade, segundo divulgado pela própria PF.

Mas o investigado acabou sendo encontrado da mesma forma e teve seu telefone celular apreendido pelos policiais.