Cotidiano

CASO RISS

Assassino de pastor é condenado a 10 anos de prisão

11/12/2018 00H25

CASO RISS Assassino de pastor é condenado a 10 anos de prisão
O réu ficou com a cabeça baixa durante a maior parte do julgamento e também durante a leitura da sentença

Umuarama – O assassino confesso do pastor Augusto Rodolfo Riss foi condenado a 10 anos de prisão no regime fechado pelo crime de homicídio privilegiado qualificado.

A sentença condenatória de Mateus Oliveira Miante, 20 anos, foi lida no plenário do tribunal do júri pelo juiz criminal Adriano Cezar Moreira, por volta das 23h30 de segunda-feira (10). A sessão durou 14 horas e foi marcado por discussões e trocas de ofensas entre acusação e defesa e foi acompanhada por parentes e amigos de vítima e réu. Defesa e Ministério Público vão recorrer da sentença.

INCOMPATÍVEL

Segundo a promotora Sílvia Leme, ela irá pedir a anulação do julgamento no Tribunal de Justiça uma vez que os jurados afastaram as teses acusatórias de motivo fútil e a corrupção de menores. “Como eu expliquei durante os debates, o homicídio qualificado por motivo fútil é incompatível com o homicídio privilegiado qualificado. No momento em que os jurados reconheceram que houve privilégio, a primeira qualificadora caiu. Por isso estou recorrendo”, afirmou após a leitura da sentença.

O advogado da defesa, Luciano Gaioski também afirmou que irá recorrer da sentença. Ele esperava que a redução da pena fosse maior. “O juiz considerou o mínimo legal de 1/6 na redução, ou seja, no grau mínimo”, afirmou.

COAUTOR

Mateus Miante voltou para a cadeia pública de Umuarama, onde está recolhido há um ano e nove meses. Seu comparsa, um adolescente que na época do crime tinha 16 anos, já cumpriu sentença um ano e quatro meses no Cense e está em casa. Em depoimento, o jovem confessou que ele teria efetuado as pedradas na vítima e que Miante teria agredido Riss com socos e pontapés. Segundo Miante, após o crime, ele e o adolescente foram até um bar próximo ainda sujo de sangue, tomar cer veja.

O CRIME

Segundo o MP, o réu e o adolescente combinaram um encontro com a vítima no interior do Bosque do Índio e durante um desentendimento agrediram o pastor a socos e pontapés e na sequência desferiram pedradas na cabeça a vítima, que foram a causa efetiva da morte. O local do crime era de difícil acesso. O corpo da vítima foi encontrado dois dias após buscas realizadas por amigos.