Aragão Filho

21/03/2021

Aragão Filho

31/03/2021 06H01

Prefeita Helena Bertoco em visita ao pessoal da saúde

Prefeita Helena faz visitas em Cruzeiro do Oeste

Jornal Ilustrado

Na manhã desta terça-feira (30), a prefeita Helena Bertoco, juntamente com a secretária de saúde, Cleicy Sodré, o chefe de gabinete, José Carlos Gigante, e a secretária da educação, Onilda Barbosa, esteve visitando o setor de imunização e acompanhando a vacinação do grupo prioritário de idosos de 68 anos.

A prefeita ficou muito contente com a organização e andamento da campanha de vacinação, que é de suma importância no combate a pandemia do novo coronavírus.

Em seguida, esteve visitando os novos leitos preparados para atender e estabilizar os pacientes acometidos pela covid-19 enquanto aguardam vaga para internamento (CTI). Além dos leitos, o município conta com um respirador, oxigênio e uma estrutura adequada para prestar um atendimento inicial emergência aos cidadãos.

Das redes

Aquela turma que ri até de trombada de trem mandou mais uma nas redes sociais:

– Hoje fui tomar a primeira dose e chegando lá a fila estava enorme… Quando faltava um na minha frente, a polícia chegou e fechou o bar.

Ainda não foi desta vez…

Que fase!

Papo rápido

– Que confusão virou o governo Bolsonaro, hein?

– Pois é, só falta ele chamar a Dilma para explicar as mudanças na equipe e os novos rumos do governo…

Escrito apenas ontem…

Considero feliz a pessoa que, quando o assunto em questão é o sucesso, olha para o seu trabalho em busca de resposta, e não para o mercado, para a opinião alheia ou para quem a financia.

– Emerson.

Verdade poética

A palavra amor anda vazia. Não tem gente dentro dela.”

– Manoel de Barros.

Renda caiu

Levantamento econômico revelou que 70% dos moradores de favelas no Brasil estão com dificuldades para comprar alimentos e itens básicos de higiene.

A pesquisa não faz comparações com o ‘antes do vírus’ pois isso acabaria por revelar que a situação da pobreza é assim desde que pobre existe, com ou sem pandemia.

Era ruim, mas agora piorou…

Do Marvadão

Depois da ButanVac, vêm aí a TantanVac, BotãoVac, BundaVac, BovidVac e a VacaVac…

E ainda tem a BolsoVac…

Metafísico

Essa idéia de antecipar feriados para conter a pandemia não seria mais eficaz se fosse antecipado 2022 inteiro?

Vacinados

O número de vacinados em Umuarama já supera, e muito, o número de casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia.

São 9.086 casos de covid desde o início da pandemia até ontem, terça-feira.

Até segunda-feira, a Secretaria Municipal de Saúde vacinou 13.846.

E se mais não fez foi por falta de doses do imunizante.

Tá feio

Leandro de Oliveira, prefeito de Araruna, está desconsolado com o descaso dos abusados que insistem em desrespeitar as regras de distanciamento social para conter a covid-19:

– “Está ficando vergonhosa essa situação. Um ano de pandemia todo mundo sabe o que tem que fazer”.

E o bom cidadão que faz enorme sacrifício para respeitar as regras é penalizado…

Papo de maluco

– Sabe dizer se alguém virou jacaré após receber a primeira dose da vacina?

– Sei não, mas se alguém virar é melhor esquecer o Lago Aratimbó, tá muito poluído aquilo…

Comércio

Em feriado prolongado a gente quer saber do comércio o que abre e o que fecha.

Com a pandemia, a gente não sabe o que abre, não sabe o que fecha e nem o que fecha para não abrir mais…

Prioridade

Motoristas do transporte público coletivo urbano e metropolitano não estão nos primeiros grupos da vacinação contra o coronavirus, mas deveriam estar.

Basta olhar a lotação dos ônibus nos horários de pico para confirmar que eles estão muito expostos.

Deveriam receber antes a vacina contra covid-19, se vacina houvesse.

É um serviço considerado essencial e não tem como fugir do contato direto com os passageiros.

E os garis, hein?

Ele disse:

Estamos discutindo nas reuniões da Frente Parlamentar sobre o Pedágio o melhor modelo para o Estado. Precisamos de mudanças, pois hoje o Paraná tem um dos pedágios mais caros do Brasil.

Eu defendo um modelo de concessão de menor preço, com mais obras e execução em menor prazo. As tarifas cobradas hoje são abusivas. Como Deputado, vou lutar para que isso não mais persista. Pode contar comigo!”

Do Delegado Fernando Martins, deputado estadual que representa a região noroeste.

Justiça

Ainda há Juízes em Umuarama, diria o moleiro do conto “O Moleiro de Sans-Souci“, caso seu moinho estivesse assentado em nosso solo e atrapalhasse a visão da insensatez.

Em poucas horas, o Juiz Dr. Marcelo Pimentel Bertasso acolheu a petição de uma filha que queria velar de forma digna o corpo da mãe, porém impedida sob a grave sentença de ‘suspeita’ de covid.

O magistrado requisitou, então, documentos que comprovassem a alegação.

Nada havia, além apenas da suposição cravada no atestado de óbito.

A filha, então, recebeu Justiça e teve o tempo necessário para prantear, velar, se despedir e sepultar com dignidade o corpo da mãe.

Não tenho a menor ideia de quem seja esta amorosa e guerreira filha, mas me vem um sentimento de gratidão pelo feito do Magistrado.

E gratidão ao Advogado e Professor de Direito Administrativo Dr. Alessandro Yokohama por partilhar essa história que nos devolve muito da esperança perdida.

Ainda há Juízes em Berlim.

Em Umuarama também.

Contardo Calligaris, psicanalista

e escritor, morre aos 72 anos

Jornal Ilustrado

Contardo Calligaris, o italiano de olhar atento que levou a psicanálise para o cotidiano do brasileiro ao analisar, em seus textos publicados na <i>Folha de S.Paulo</i> e em seus livros de ficção e não ficção, temas ligados à existência humana, morreu aos 72 anos, em São Paulo. Ele estava internado no hospital Albert Einstein para o tratamento de um câncer. A informação da morte foi confirmada por seu filho Max Calligaris no Instagram.

Nascido em Milão, em 2 de junho de 1948, Contardo Calligaris cresceu cercado pelos escombros da Segunda Guerra Mundial. Ele iniciou sua formação pelas áreas de letras e filosofia, estudou na Suíça e na França e viveu também em Nova York. Para ele, a psicanálise surgiu primeiro como tratamento, e só depois como profissão. Calligaris se formou na Escola Freudiana de Paris, presidida por Jacques Lacan (1901-1981). Em sua formação, ele também teve aulas com Roland Barthes (1915-1980) e Michel Foucault (1926-1984).

Contardo Calligaris veio ao Brasil pela primeira vez em meados dos anos 1980 para o lançamento de seu primeiro livro de psicanálise: Hipótese Sobre o Fantasma. Foi convidado a voltar periodicamente, para encontros com profissionais. Pouco tempo depois, em 1989, fixou residência aqui e viveu suas últimas décadas em São Paulo, onde se dividia entre o consultório e a atividade intelectual.

Em um de seus livros, Hello, Brasil! e Outros Ensaios: Psicanálise da Estranha Civilização Brasileira (Três Estrelas), lançado originalmente em 1991 e depois em 2017, o psicanalista parte de uma investigação pessoal – justamente o que o fez deixar a França no fim dos anos 1980 para se mudar para o Brasil – para fazer uma espécie de análise do País, passando pela persistência da herança escravocrata até a corrupção política.

Ele é autor de vários outros livros na área de psicanálise. Um de seus maiores sucessos é Cartas a um Jovem Terapeuta: Reflexões para Psicoterapeutas, Aspirantes e Curiosos, que ganhou uma edição ampliada da Planeta em 2019, uma década depois de seu lançamento.

Também recentemente, em 2019, pela Papirus, ele lançou Coisa de Menina?: Uma Conversa Sobre Gênero, Sexualidade, Maternidade e Feminismo, com Maria Homem.

Desde 1999, Contardo Calligaris era colunista da Folha de S. Paulo. Pela coleção Folha Explica, da Publifolha, ele lançou um livro sobre a adolescência. Pelo selo Três Estrelas, saiu, em 2013, Todos os Reis Estão Nus, com uma seleção de seus melhores textos publicados no jornal.

Sua estreia no romance foi em 2008, com O Conto do Amor, pela Companhia das Letras. Nele, o autor brinca com elementos biográficos – o protagonista, Carlo Antonini, é um psicanalista com consultório em Nova York e filho de um pai engajado na resistência antifascista italiana – e tem como tema central a busca da identidade.