Cotidiano

CASO TÁBATA CRESPILHO

Após três anos, marcado julgamento de acusado de matar pequena Tábata

09/05/2020 12H01

A estudante Tábata Crespilho desapareceu quando ia para a escola (foto arquivo)

Umuarama – O servente de pedreiro Eduardo Leonildo da Silva deve sentar no banco dos réus no próximo dia 25 de junho, no Fórum de Cascavel. Ele é réu confesso de ter abusado, matado e escondido o corpo da pequena Tábata Crespilho, então com seis anos, no dia 26 de setembro de 2017, em Umuarama. O crime chocou e revoltou a comunidade. O julgamento ocorre no Oeste do Estado por medida de segurança.

PRISÃO

Eduardo Leonildo foi preso três dias após o crime e deste então aguarda o julgamento em presídio de Curitiba, para onde foi levado por medida de segurança. No dia de sua prisão, enquanto prestava depoimento, dezenas de pessoas tentaram invadir a delegacia da Polícia Civil para linchá-lo. A confusão terminou com a depredação e destruição da estrutura da 7ª SDP e pelo menos 11 veículos entre viaturas, carros de imprensa e até o pai de Tábata foram incendiados.

Eduardo Leonildo da Silva deve sentar no banco dos réus em junho próximo

DESAPARECIMENTO

Tábata desapareceu no início da tarde de 26 de setembro de 2017 quando seguia para a escola, no Parque Danielle. Três dias após, a polícia chegou até Leonildo após conseguir imagens de câmeras de segurança nas imediações da Escola Municipal Rui Barbosa, e identificar um VW Gol branco, pertencente ao suspeito, que morava nas proximidades da casa da vítima.

OUTRO CRIME

Na época Eduardo da Silva foi preso em flagrante acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo a polícia, Eduardo da Silva já respondia pelo homicídio e ocultação de cadáver de uma adolescente em Chopinzinho, no Oeste do Estado, ocorrido há dez anos.

QUEBRA-QUEBRA

Após a prisão de Eduardo Leonildo um grande número de pessoas promoveram um quebra-quebra geral no complexo da 7ª SDP, que abrange a delegacia e os Institutos de Criminalística, Identificação e Médico Legal, além da cadeia pública, que também ficou destruída com uma rebelião promovida pelos presos, que queriam a liberdade em meio a toda a confusão. Veículos foram queimados e uma verdadeira praça de guerra se instaurou. Foi necessário reforço policial de toda a região e de Curitiba e mais de um dia de negociações para encerrar o motim dos presos.