OPERAÇÃO CHIMERA

O Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta quinta-feira, 23 de abril, a Operação Chimera, que apura possíveis crimes de fraude a licitação e peculato em Altônia, a 90 km de Umuarama.
As investigações indicam possível direcionamento de procedimentos licitatórios do Município, relativos ao fornecimento de mão de obra terceirizada, e possível fraude na execução de contratos administrativos.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um de busca pessoal nos municípios de Altônia e Candói. Também foram apreendidos na operação documentos, anotações e aparelhos de telefone celular. Todos os itens serão periciados e analisados no curso das investigações.
Os alvos das ordens judiciais, expedidas pela Vara Criminal de Altônia, são dois empresários que foram impedidos de manter relação contratual com o ente público até o final das apurações.
Em um vídeo veiculado nas redes sociais oficiais da Prefeitura de Altônia, o prefeito Diego Pergo e o vice-prefeito Alisson Rezende afirmam que o Município não tem envolvimento com a investigação conduzida pelo Gaeco, que mira uma empresa prestadora de serviços para o Município.
Esclareceram que uma equipe do Gaeco esteve no prédio do Paço Municipal, no Setor de Licitação na manha de hoje e recolheram contratos firmados com essa empresa. “Desde o início do ano já estamos em processo de rescisão contratual com essa empresa por não cumprirem o contrato”, esclareceram. Além de Altônia, outros 12 municípios do Paraná têm contratos formais com a empresa investigada.