Umuarama

Alerta

Aglomeração de pessoas no centro de Umuarama pode trazer nova quarentena

07/04/2020 09H15

No primeiro dia de comércio aberto alguns umuaramenses deixaram o medo do coronavírus em casa e foram para luta. Em meio a necessidade de retomar a economia, o que se via nas lotéricas, agências bancárias e algumas lojas eram filas de pessoas formando aglomeração. A situação deixou o prefeito Celso Pozzobom apreensivo e em seu discurso pela manhã de ontem, ele alertou para a possível retomada da quarentena.

Visivelmente entristecido, Pozzobom enfatizou que foram várias conversas com representantes até tomar a decisão de abrir os setores do comércio e de serviço, mas o que foi visto durante a manhã de segunda-feira (6) foge das recomendações e pode colocar a cidade em quarentena novamente. “Hoje de manhã chegando na prefeitura percebi que aquilo que acertamos sábado, depois de muito intendimento com os órgão, não surtiu efeito. Estamos com grandes filas nas redes bancarias, lotéricas, comércio e mercados”, disse.

Nesta situação, o prefeito alertou à população que esse comportamento continuar e tiver agravamento de pessoas infectadas, ele vai retomar o fechamento dos setores do comércio, indústria e serviços. “Não procure supermercados e os bancos em horário de pico. Parece que a conversa do prefeito não está chegando ao ouvido de quem precisa. Idosos fiquem em casa e mães não levem os filhos nos supermercados. Deixem as pessoas que podem, trabalhar”, pediu.

O prefeito ressaltou que os infectados e mortos nos grandes centros estão se agravando e a administração municipal não quer tal situação em Umuarama.

Aviso aos empresários

Ainda em seu pronunciamento Pozzobom disse que avisou os empresários para cuidarem dos seus trabalhadores, das pessoas que vão ter acesso as suas lojas. “Deixem os materiais de higiene a mão e não aglomere pessoas. Isoladamente ninguém fica aberto, se tiver que voltar no decreto vamos voltar e não adianta fazer protesto na frente da prefeitura, pois estamos seguindo orientação do Ministério da Saúde e Secretária da Saúde. Queremos dar segurança para todos, mas as pessoas precisam colaborar”, finalizou.