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PEDOFILIA

Advogado usava redes sociais para aliciar mulheres e abusar de crianças

07/02/2019 17H26

PEDOFILIA Advogado usava redes sociais para aliciar mulheres e abusar de crianças

Mallet – Um advogado do Rio Grande do Norte está sendo acusado de usar as redes sociais para cooptar mulheres paranaenses com filhos com o objetivo de abusar sexualmente as crianças.

Ele foi preso na manhã desta quinta-feira (7) em Natal (RN), na Operação Jocasta, realizada em conjunto pela Unidade de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da Polícia Federal (Urcop) e com a cooperação e operacionalização pelo Grupo de Atuação Especializado de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio Grande do Norte, a pedido do Ministério Público do Paraná, que investiga o caso.

ESTUPRO DE VULNERÁVEL

Segundo o Ministério Público, o caso teve início a partir do recebimento de denúncia, pela Promotoria de Justiça de Mallet, de que uma mulher estava abusando sexualmente do filho de oito anos, bem como teria tentado matá-lo. Ela foi presa preventivamente e já denunciada pelo MPPR pelos crimes de estupro de vulnerável e tentativa de homicídio.

As investigações duraram cerca de dois meses e foram conduzidas no MPPR pela Promotoria de Justiça de Mallet, no Sudeste paranaense. Foi apurado que o homem, que se identificava como advogado, entrava em contato com mulheres que tinham filhos e as convencia a expor as crianças na internet, por meio de fotos e vídeos.

Para chegar ao suspeito, o Ministério Público contou com a colaboração de serviços de inteligência nacionais e da rede social Facebook, por meio da qual eram mantidos os contatos. Também foram realizadas escutas especializadas com as crianças vítimas dos abusos.

Além da prisão preventiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no escritório de advocacia do investigado.

OUTRAS VÍTIMAS

No curso das investigações, novas vítimas crianças estão sendo identificadas, inclusive no município de Mallet. Ficou demonstrado que outra mulher da cidade, por exemplo, conhecida da primeira, estava auxiliando o referido homem com informações acerca das investigações, bem como se apurou haver fortes indícios de que ela envolvia a filha, de oito anos, em atos libidinosos e cenas de sexo explícito ou pornografia com o homem.

Essa mulher também foi presa preventivamente, nesta quarta-feira, 6 de fevereiro, e poderá ser denunciada por estupro de vulnerável, aliciamento de criança ou adolescente e favorecimento pessoal.

A Promotoria de Justiça identificou outras vítimas, em outros estados, e está procedendo aos devidos encaminhamentos aos Ministérios Públicos locais para a adoção das providências necessárias.