DESAPARECIMENTO EM ICARAÍMA

O advogado Renan Farah, que atua na defesa de pai e filho suspeitos de envolvimento no desaparecimento de quatro homens em Icaraíma, afirmou que seus clientes fugiram por medo após serem ameaçados de morte por mensagens de áudio. A declaração foi feita durante entrevista ao G1 nesta terça-feira (9).
Farah afirmou que Antonio Buscariollo, de 66 anos, e o filho dele, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22 são inocentes e que devem se apresentar somente após a derrubada das prisões determinadas pela Justiça.
Os dois são suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza em Icaraíma, a 50 km de Umuarama.
Os quatro homens não foram mais vistos após irem até a propriedade de Buscariollo para cobrar uma dívida no dia 05 de agosto. O advogado sustentou que o desentendimento é fruto de uma negociação desfeita.
Também afirmou na entrevista ao G1 que Alencar de Souza é que teria comprado a propriedade da família Buscariollo e depois não conseguido saldar a dívida.
O desentendimento teria surgido com a exigência de Alencar de receber pelas benfeitorias realizadas no valor de R$ 100 mil. Os Buscariollo ofertaram R$ 15 mil e não houve acordo.
Farah disse ter pedido uma análise de Estação Rádio Base (ERBs) – equipamento de torre de celular que faz a conexão entre o celular e a companhia telefônica. De acordo o advogado, isso poderá mostrar onde estavam seus clientes no dia do desaparecimento.
A versão apresentada pela defesa é contrária a sustentada pela Polícia Civil, que afirma o contrário. Alencar de Souza teria vendido a propriedade aos Buscariollo por R$ 255 mil, não recebido nenhuma parcela e um ano após, contratou três cobradores profissionais na tentativa de resolver a questão.
O desaparecimento dos quatro homens em Icaraíma completa hoje 34 dias. Na esperança de encontrá-los, familiares oferecem desde a semana passada recompensa de R$ 100 mil.
Até o momento a Polícia Civil trata o caso como homicídio. O delegado-chefe da 7ª SDP, Gabriel Menezes confirma que as investigações estão avançando, mas como estão sob sigilo, informações estão sendo preservadas.