MORREU QUEIMADA

O Tribunal do Júri de Iporã condenou, nesta terça-feira (24), Henrique Aguiar Matheos pelo assassinato da ex-companheira, Clarisse da Silva, de 29 anos. A pena total fixada foi de 40 anos e 2 meses de reclusão.
O réu foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná por feminicídio, sendo este o primeiro caso julgado na comarca após a mudança na legislação que passou a tratar o feminicídio como crime autônomo (art. 121-A do Código Penal).
Além do feminicídio, Henrique também foi condenado por maus-tratos a animais domésticos. Isso porque o incêndio provocado por ele na residência resultou na morte de dois gatos pertencentes às filhas do casal.

O crime ocorreu na noite de 10 de março de 2024, quando o acusado invadiu a antiga residência do casal e atacou a vítima. Segundo o Conselho de Sentença, ele agiu de forma premeditada e de surpresa, ateando fogo ao corpo da mulher, que morreu carbonizada.
Na sentença, a juíza destacou que o crime teve motivação torpe, já que o autor não aceitava o fim do relacionamento.
À época dos fatos, a Polícia Civil já apontava fortes indícios de que se tratava de um crime. Entre eles, o fato de a câmera de segurança da residência estar desligada, além da localização dos objetos utilizados no incêndio: o álcool estava na cozinha, a tampa na garagem e o corpo foi encontrado no quarto.
O casal teve um relacionamento de 11 anos e estava separado havia cerca de um mês. Eles têm duas filhas, de 9 e 10 anos, que, desde a separação, passaram a viver com a avó paterna.
O condenado permaneceu preso durante toda a fase de instrução criminal e, após a sentença, seguiu detido para o início imediato do cumprimento da pena.