Umuarama

Meio Ambiente

Estiagem e possível falta de água chama atenção para as condições do Rio Piava

09/09/2019 08H19

O aviso da Sanepar no último dia 31 de agosto para a possível falta de água em Umuarama, devido ao período de 50 dias de estiagem, levantou um alerta de como anda o único rio capaz de abastecer a cidade, o Piava. Nos últimos anos o ribeirão sofreu com má conservação de solo de propriedades vizinhas, como também, a subdivisão de lotes que pipocou na região da estrada Jaborandi.

O questionamento se deve, pois em outros municípios que passaram pelo mesmo período de seca, como Cianorte (sistema de captação e por poços), não registraram alerta para possível falta de água, por parte da empresa. A nota da Sanepar foi emitida no sábado (31) e ressaltava que a estiagem prolongada e o alto consumo de água poderia afetar o abastecimento. Entretanto no mesmo dia a região recebeu chuvas e a situação normalizou.

Desta forma, o jornal Umuarama Ilustrado questionou a Sanepar como anda a saúde do rio Piava e a capacidade de captar água do ribeirão. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o leito do rio Piava está praticamente assoreado em toda a sua extensão, embora a Prefeitura tenha realizado recuperações em terraceamentos nas propriedades rurais e limpeza e adequações nas caixas de contenções. O que têm contribuído para a redução do carreamento de areia para o leito do rio.

Se por um lado a estiagem trouxe alguns problemas, por outro ouve uma redução no carreamento de areia para o rio e a dragagem realizada de maneira contínua pela Sanepar, tem reduzido o volume de areia no rio Piava, de onde já foram retirados cerca de 1.000 m³/mês de areia.

O problema com o assoreamento do rio vem de longa data, mas se agravar em 2013 com o fatiamento de terras na região e principalmente em 2016, período que uma grande quantidade de terra desceu para o leito do rio, devido a falta de manutenção correta em terrenos vizinhos. “Temos preocupação no controle da erosão e, com a conscientização dos proprietários rurais, no atendimento às normas conservacionistas de solo que são apresentadas pelos órgãos responsáveis”, reforçou a empresa em nota.

DEPENDÊNCIA

Ainda segundo a Sanepar, pelo projeto de engenharia, Umuarama sempre dependerá do rio Piava para o abastecimento de água, por isso, é necessário tratar a preservação ambiental daquela bacia como assunto de extrema seriedade. Na nota enviada ao jornal ficou reforçado que …A cidade de Umuarama depende e, vai continuar dependendo, do rio Piava para o abastecimento da população…

NOVOS PROJETOS

A Sanepar ainda enfatizou que nos próximos meses será licitada a nova estação de captação de água (confluência do rio Piava com ribeirão Araras), que será um complemento da captação atual. Além disso está em fase de licitação um novo módulo na estação de tratamento de água. As obras contemplam a ampliação do sistema de abastecimento de água, que proporcionará um horizonte de atendimento na demanda de água até o ano 2037, caso a Área de Preservação Ambiental (APA) do Rio Piava seja conservada.

ABASTECIMENTO

Em condições normais de operação, como pluviosidade (volume de chuvas) dentro da média, fornecimento adequado de energia, não ocorrência de paralisação através de rompimentos de adutora de água bruta e redes de distribuição, a Sanepar garante que a produção de água atende, plenamente, à demanda da população. “Nossa reserva é superior a 10.000.000 de litros, que corresponde a 40% da produção diária”, informou.

As eventuais faltas de água no abastecimento de Umuarama, segundo a empresa, foram ocasionadas por desligamentos de energia programada por parte da Copel, afetando o funcionamento da estação de captação e pela obra de pavimentação da estrada Jaborandi, onde houve um acidente com a quebra de poste da rede, que alimenta a subestação da captação da Sanepar.