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PÉ QUENTE

Técnico Carille comemora o tri e admite: “Não sei se sou bom técnico, mas sou abençoado”

22/04/2019 16H01

O técnico Fábio Carille, ainda no gramado em Itaquera após a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, comentou sobre o feito histórico de ter levado o Corinthians ao tricampeonato paulista consecutivo. Presente nas outras duas conquistas estaduais anteriores, o treinador evitou rebater críticos sobre o futebol defensivo da equipe. “Não tem mais mistério. É o trabalho do dia a dia. Não sei se sou bom técnico, mas sou abençoado. Oscilamos bastante, mas alguma coisa fizemos de bom para ficar com o título”, comentou o comandante.

Carille assumiu o Corinthians em 2017, foi campeão paulista e depois brasileiro. No ano seguinte levantou mais uma vez o Estadual e foi para o futebol árabe durante o Nacional. Ele voltou em dezembro para tentar reestruturar uma equipe que lutou contra o rebaixamento.

Junto com Carille vieram 11 reforços. A equipe oscilou bastante ao longo da competição e passou sufoco para avançar das quartas e da semifinal. No entanto, o futebol defensivo mostrou que dá resultado e o Corinthians é tri. “A gente tem que melhorar muito, propor mais e com o tempo vai conseguir melhorar. São 23 jogadores trabalhando comigo. Estou muito feliz com mais essa conquista”, comemorou o treinador.

O comandante também elogiou as atuações do goleiro Cássio nas partidas decisivas que deram ao Corinthians o tricampeonato do Paulistão nesta fase final da competição. O jogador chegou a mais título exibindo protagonismo e 407 partidas com a camisa do clube.

O goleiro foi muito exaltado pelo treinador por suas defesas, principalmente após a segunda partida da semifinal contra o Santos, no Pacaembu, onde exibiu ótimo desempenho na derrota por 1 a 0 no tempo normal, fato que propiciou que o time corintiano tomasse apenas um gol e tivesse a chance de disputar a vaga na decisão nas cobranças por penalidades. Assim, ele também se redimiu da falha que cometeu ao sair de sua meta no lance do gol santista na vitória por 2 a 1 dos corintianos, em Itaquera, no confronto de ida do mata-mata.

Para Carille, Cássio é um goleiro calmo, que passa tranquilidade e segurança aos companheiros do setor defensivo. “Desde quando acompanho futebol, o Corinthians teve três grandes goleiros: Ronaldo, Dida e Cássio. Ele é um cara iluminado, que cresce quando tem de crescer. Principalmente no jogo contra o Santos, fez a diferença”, ressaltou o comandante após o triunfo por 2 a 1 sobre o São Paulo, neste domingo, em Itaquera. “É merecedor de tudo isso. E é frio. Isso dá mais confiança para as horas decisivas”, reforçou.

Carille também reconheceu que o Corinthians foi campeão paulista sem apresentar o seu melhor futebol. O treinador, que sagrou-se tricampeão estadual, afirmou que dentre as três taças conquistadas, a deste ano foi a que o time rendeu menos em campo sob o seu comando. “Em 2017, jogamos muito, em 2018 mais ou menos, esse ano pouco. Por outro lado, são 23 jogadores. Espero que esse título ganhe uma casca maior para jogar melhor e convencer também”, projetou.

O treinador afirmou que o rendimento abaixo do esperado se deve ao pouco tempo de trabalho após seu retorno ao clube, com muitas mudanças do elenco. O discurso de Carille ganhou respaldo do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, que aposta numa subida de produção do time durante o Campeonato Brasileiro.

“Quantas vezes entrei no vestiário e disse: ‘A gente precisa jogar mais!’ As críticas fazem parte. É um esporte coletivo, com 23 jogadores novos. Não é desculpa. Demos a resposta na vontade, na determinação. Dos grandes, não teve um time que manteve um nível alto o tempo todo, como nós em 2017. O Palmeiras oscilou, o São Paulo começou mal e chegou à final, o Santos fez jogos ótimos e jogos ruins. Temos tudo para fazer o nosso futebol melhorar”, garantiu Carille.

SHEIK – Herói da conquista da Libertadores em 2012, Emerson Sheik também festejou a sua primeira conquista como dirigente do Corinthians, no qual hoje ocupa o cargo de gerente de futebol. Após se aposentar dos gramados no ano passado, disse: “Feliz pra c…”, desabafou. “Muito mais difícil ver o jogo como dirigente”, complementou.