Luís Irajá Nogueira

Luís Irajá Nogueira de Sá Júnior

PARTIDO COMUNISTA CHINÊS: A CONQUISTA DO PODER POR MEIO DE CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

19/07/2020 07H28

Frank Dikötter, nascido em 1961 é um historiador neerlandês especializado na China moderna. É Professor Presidente de Ciências Humanas da Universidade de Hong Kong desde 2006. Foi professor de História Moderna da China na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres. Dentre outros livros premiados, é autor do livro “A Grande Fome de Mao” que relata a história da catástrofe mais devastadora da China entre 1958 a 1962. Neste período, diz o autor, Mao Tsé-Tung jogou o país em um delírio com o projeto ‘Grande Salto Adiante’, uma tentativa de alcançar e superar economicamente a Grã-Bretanha em menos de quinze anos. Esse projeto megalomaníaco resultou na destruição de quarenta e cinco milhões de vidas. Pessoas morreram de exaustão, fome ou vítimas de abusos mortais das autoridades. Foi também a maior demolição de imóveis da história humana, já que quase um terço das residências foram postas abaixo, sendo a terra revirada na busca incessante por aço e outros recursos industriais. O livro descortina o fracasso do plano, bem como as maquinações cruéis do Poder Comunista e dá voz aos mortos e esquecidos.

No regime comunista chinês não há espaço para mulheres no poder; não há espaço para as minorias de qualquer ordem; não se permite a prática da religiosidade, pois o regime prega o ateísmo; tolerância, igualdade e liberdade estão fora de cogitação; não se elege o governante através do voto popular; ninguém pode criticar o governo; a maioria da população ou passa a comer tudo aquilo que respira ou morre de fome; coerção e violência para conter a revolta contra a repressão são perpetradas por autoridades públicas cotidianamente; há relatos de trabalho escravo; as mídias são controladas rigorosamente pelo governante ditador; tudo é coletivizado de forma ilusória, leviana e utópica. Todavia, o paraíso utópico é regiamente controlado pelo quartel militar.

Hoje, a verdade é escondida com mais eficiência. As autoridades chinesas detém o controle absoluto de todos os acontecimentos administrativos e sociais. A Covid-19 é prova real desse relato. O Governo Chinês escondeu e, ainda esconde, preciosas informações sobre a origem do vírus que surgiu em Whuran. Permitiu que a contaminação se alastrasse pelo mundo e, ato contínuo, destruiu todos os laboratórios que vinham fazendo pesquisas, há anos, com o mencionado vírus. O mundo está parado, perplexo, e, o ditador chinês ignora as consequências negligentes dos seus atos.

No Brasil temos democracia, apesar de alguns rompantes de ditaduras comunistas, de toga e corrupta. Podemos escolher onde ir e vir; como e com quem falar; podemos falar sobre qualquer assunto, quais sejam, religião, futebol, política, e, brigar ou não por isso; podemos falar e escolher ouvir, podemos nos fazer ouvir, podemos resistir à intimidação, e, ainda, podemos lutar contra a repressão; podemos reclamar, rir de piadas picantes e desprezar o politicamente correto; podemos ajoelhar para rezar ou orar, podemos cantar ou pular em nossos templos, igrejas, sinagogas e terreiros; podemos viver com liberdade. A história nos ensina e exemplos de países como China, Venezuela, Cuba e Rússia, nos mostram, como um enorme contingente de pessoas pode ser dominado por uns poucos. De que lado você está?

Dikötter relata que o Partido Comunista Chinês cometeu atrocidades contra a humanidade. Diz ele, “Não é que as pessoas morressem de fome porque não havia comida disponível. A comida era, na verdade, usada como uma arma para forçar as pessoas a cumprirem as tarefas atribuídas pelo Partido. E as pessoas que eram consideradas como de direita ou conservadoras, as pessoas que dormiam no serviço, que estavam muito doentes ou enfraquecidas para serem obrigadas a trabalhar se viram sem acesso à cantina e morriam mais rapidamente de fome. Pessoas fracas ou os elementos considerados como inaptos pelo Partido foram, portanto, deliberadamente levados à fome”.

Não se engane por falsas promessas e vans filosofias. Vamos defender a nossa terra. Temos o direito de ser patriotas. Não tenha vergonha de se orgulhar da Bandeira Nacional. Os migrantes sempre serão bem vindos, porém, vamos respeitar apenas aqueles que aprenderam a amar a nossa terra e nos ajudaram e ajudam a transformar, para melhor, esse país. A democracia traz como prêmio a liberdade. Temos que pagar o preço da liberdade, e, o preço da liberdade é a eterna vigilância.

Luís Irajá Nogueira de Sá Júnior

Advogado no Paraná – Palestrante

Professor do Curso de Direito da UNIPAR

iraja@prof.unipar.br