Colunistas

08/08/2021

O PODER EMANA DO POVO

07/08/2021 13H22

Jornal Ilustrado

Luís Irajá Nogueira de Sá Júnior

Hannah Arendt (1906 – 1975), foi escritora, jornalista, professora e filósofa política alemã de origem judaica, uma das mais influentes do século XX. Fugindo da perseguição nazista, encontrou refúgio nos Estados Unidos. Defendia um conceito de pluralismo no âmbito político. Uma das principais preocupações dela era a despolitização de nossas sociedades. Explica ela: “Esse fenômeno da despolitização indica um rompimento do homem com sua capacidade de discernir critérios e referências de convivência que permitam a cada um comunicar-se com todos os demais e agir em presença da pluralidade humana, ou seja, com a participação efetiva do homem na política, não somente através de seu voto, mas sim como parte do espaço público”.

As manifestações públicas do povo brasileiro (motociatas, carreatas, marcha do homem do campo, movimento dos caminhoneiros, movimento religioso, mobilização das associações comerciais, entre outros), tem poder de produzir efeitos práticos quanto à votação ou não de um projeto de lei? Ou seja, os legisladores se importam com as manifestações populares de apoio ao governo federal e de apoio a projetos de lei importantes para o país? Creio que se até agora não deram credibilidade ao povo unido em prol do Brasil, isso tende a mudar. Vereadores, deputados e senadores são escolhidos pelo povo. Logo, são representantes do povo. Se quiserem permanecer no poder, deverão ouvir o clamor popular, pois o poder emana do povo!

A maioria esmagadora do povo brasileiro aprova a gestão do governo federal porque é testemunha do que ele está fazendo. São fatos concretos e verdadeiros. Em meio a maior crise pandêmica mundial e a ataques desleais da oposição política e do Supremo Tribunal Federal ao governo de Jair Bolsonaro, em dois anos e meio ele conseguiu feitos históricos. Tais como: Obras há décadas paralisadas foram concluídas. Privatizações de ferrovias, portos e aeroportos foram concretizadas. Empresas públicas que há anos só davam prejuízos passaram a dar lucros extraordinários. A maior transferência de renda da história foi feita em tempo recorde através do auxílio emergencial. Dinheiro público foi liberado para estados e municípios investirem em saúde pública em tempo de pandemia. Dinheiro não faltou para a compra de vacinas. A bolsa de valores vem batendo recordes em cima de recordes com investimentos estrangeiros migrando todos os dias para o Brasil. Diminuiu os juros (Taxa Selic) de 14% ao ano para 2,0% ao ano (hoje está em 5,5%). O programa social bolsa família não só foi ampliado como também estão sendo pagos o décimo terceiro. Mudanças importantes na lei da previdência social (que cuida da aposentadoria dos brasileiros) foram feitas, e, é um marco histórico que tirou o país do abismo econômico. Implantou na rede de ensino as escolas públicas cívico-militares, com amplo apoio das famílias. O agronegócio explodiu no país e foi responsável pelos sucessivos superávits da balança comercial. Em meio à crise da pandemia, somos uma das melhores economias do mundo.

Se tudo isso não bastasse, o índice de criminalidade diminuiu significativamente em todos os estados da federação. A unificação das polícias no país (que agem através da inteligência) passou a prender os chefes das quadrilhas e desapropriar seus bens particulares, quebrando a espinha dorsal das organizações criminosas. Dentro dos presídios as rebeliões diminuíram com transferências estratégicas de presos. Os conflitos protagonizados pelos movimentos sociais (sem terra e sem teto) diminuíram, pois, as pessoas estão sendo atendidas e muitas já receberam o título da sua propriedade. Vários sindicatos que viviam exclusivamente da contribuição do sindicalizado tiveram que fechar as portas, após a mudança na legislação trabalhista. Diversas ONGs (muitas de fachada) mantidas com dinheiro público encerraram as atividades porque a fonte secou. A UNE – União Nacional dos Estudantes não recebe mais dinheiro público indiscriminadamente. Verbas públicas bilionárias destinadas aos grandes conglomerados da comunicação no país foram cortadas. Dinheiro público destinado à cultura passou a ser rigorosamente controlado e prioritariamente liberado aos artistas que efetivamente precisam do aporte financeiro.

O povo, também, apoia o governo federal e vai para as ruas de verde e amarelo, porque não há, até hoje, nenhum escândalo de corrupção nos ministérios. O Presidente, além de agir dentro das quatro linhas da constituição, é ferrenho defensor da Pátria contra os interesses de estrangeiros que querem continuar explorando as riquezas naturais do país e o povo brasileiro. Hoje somos o maior produtor de alimentos do mundo. Temos terra fértil, água em abundância, tecnologia, mão de obra e clima favorável. Nossas indústrias são pujantes. Nossa matriz energética é limpa. Preservamos a natureza (mata ciliar e reserva legal – a maior do mundo). Precisamos usar essas vantagens em prol dos nossos conterrâneos e melhorar a distribuição de rendas. A ordem econômica mundial (o clube dos bilionários) quer nos governar e descobriu que a esquerda é facilmente corruptível. Vão usar de todos os recursos para tomar o Brasil das mãos daqueles que se puserem contra os seus projetos. Ganhar as eleições de 2022 é o primeiro deles. Já fomos escravizados por demais pelos estrangeiros. Olha o que está acontecendo com os nossos irmãos dos países vizinhos. A hora é agora. Basta de exploração!

Hannah Arendt assevera que o comunismo é o sistema da morte. Diz ela: “Os comunistas não precisavam refutar argumentos diversos: preferiam métodos que terminavam antes em morte do que em persuasão, que espalhavam antes o terror do que a convicção”. Diante de todos os acontecimentos políticos em nosso país, não podemos esperar de braços cruzados a assunção ao poder de socialistas ou comunistas. Eles vão vender o Brasil! O poder pertence a um grupo de pessoas (povo), e, só existe enquanto o grupo se conservar unido. Portanto, fiquemos nas ruas e/ou praças até que sejam atendidos os nossos pedidos! São legítimos! Avante Brasil!

Luís Irajá Nogueira de Sá Júnior

Advogado no Paraná – Palestrante

Professor do Curso de Direito da UNIPAR

iraja@prof.unipar.br