Política

Investigação

MP denuncia Richa e mais 12 por corrupção

25/09/2018 18H05

O Ministério Público do Paraná (MP) denunciou no fim da tarde de terça-feira (25) o ex-governador do Paraná e candidato ao Senado (PSDB), Beto Richa, e outras 12 pessoas por corrupção ativa e fraude a licitação. Richa, a esposa Fernanda Richa e parte dos denunciados chegaram a ser presos pelo Gaeco no início deste mês. Todos foram soltos por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A denúncia é embasada no direcionamento do processo licitatório no âmbito do programa Patrulha do Campo, lançado em 2011 pelo governo do Paraná. Como também, desvio de dinheiro, a partir dos contratos firmados com as empresas Cotrans Locação de Veículos Ltda, Ouro Verde Transporte e Locação S.A., e Terra Brasil Terraplanagem Ltda-ME.

O programa consistia no aluguel de maquinário de empresas, por parte do governo do Paraná, para melhorias em estradas rurais. Mais de R$ 70 milhões foram reservados para o programa, na época.

Além do tucano, também foram denunciados o irmão e ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa; Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa e pivô da Operação Publicano; Aldair Wanderlei Petry, o Neco, ex-diretor-geral da pasta comandada por Pepe Richa; Deonilson Roldo, ex-secretário de Comunicação; Ezequias Moreira Rodrigues, responsável pelo Cerimonial e Relações Exteriores; Edson Luiz Casagrande, responsável pelos Assuntos Estratégicos; além dos empresários Joel Malucelli; Celso Antonio Frare (Ouro Verde).

A denúncia também engloba os irmãos Túlio Marcelo Denig Bandeira (advogado) e André Felipe Denig Bandeira (empresário) e os também irmãos Emerson e Robison Savanhago, todos ligados a Edson Casagrande.

O MP

Segundo o Ministério Público, os quatro teriam ajudado Casagrande a participar da licitação do programa Patrulha do Campo, através da empresa Terra Brasil. O advogado Túlio Bandeira já foi candidato ao governo do Paraná e é ex-chefe de gabinete do deputado estadual Ademar Traiano (PSDB).

O caso é investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço investigativo do Ministério Público, após denúncia feita pelo ex-deputado estadual e empresário Tony Garcia, que seria o responsável pela montagem do esquema de corrupção ‘convalidado’ por Richa.

Segundo a denúncia, Richa era o “principal destinatário final das vantagens indevidas prometidas pelos empresários” e estava “plenamente ciente das tratativas e reuniões realizadas, notadamente através de seu então amigo Tony Garcia”.