Cotidiano

TRIPLO HOMICÍDIO

Em nova varredura, polícia afirma encontrar mais provas contra marido suspeito

11/08/2021 19H14

Jornal Ilustrado
Investigadores da Polícia Civil estiveram na residência das vítimas coletando novas provas nesta quarta-feira

Em uma nova varredura na cena do crime realizada na tarde desta quarta-feira (11) investigadores e peritos da Polícia Civil encontraram novas evidências que comprometem ainda mais o principal suspeito do crime, o comerciante Jean Michel de Souza, de 39 anos, segundo o delegado-chefe da 7ª SDP, Osnildo Carneiro Lemes.

Segundo o delegado, na primeira busca, feita na segunda-feira (9), quando os corpos de pai, mãe e filha foram descobertos, os policiais não haviam encontrado evidências na escada principal que demonstrava ser esse o caminho percorrido pelo criminoso para acessar o segundo pavimento do sobrado, localizado na avenida São Paulo, área nobre de Umuarama.

Acesso secreto

Nesta nova ‘varredura’ os policiais encontraram um acesso pelo lado externo do imóvel. “Descobriram que tem um acesso secundário que só mesmo quem conhece a casa poderia fazer. Sai pela parte externa, entra pelos fundos em outra sala e acessa o piso superior. E também encontraram pingos de sangue neste trajeto”, explicou Osnildo Lemes.

A Polícia Civil não tem dúvidas de que o matador usou esse acesso secreto para chegar até Jaqueline, que foi morta no banheiro de um dos quartos, no piso superior. Ela foi encontrada caída na banheira. Para a polícia, foi montada mais uma peça para se descobrir qual foi exatamente a dinâmica do crime.

Água e sangue

Outra evidência encontrada pelos investigadores foi um rodinho com vestígios do que pode ser sangue. “Aparentemente o criminoso se lavou com uma mangueira e depois usou um rodinho para puxar a água para um ralo que há na área de serviço e após deixou o rodinho encostado na parede, que foi apreendido e levado para perícia para se confirmar que é mesmo sangue”, afirmou o delegado-chefe.

Segundo o policial, esse cuidado com a limpeza da cena do crime não é usual em um criminoso comum, ou seja, que não tem envolvimento com as vítimas. “Se é um criminoso comum mata e foge. Não para e limpa o local para tentar esconder evidências”, argumentou.

Premeditação

O delegado Osnildo Lemes ainda salientou que a Polícia Civil já trabalha com a hipótese do crime ter sido premeditado. Essa tese é reforçada pelo fato do suspeito ter ido no início da tarde na casa das vítimas, levado o celular e a noite ter avisado a mãe que retornaria no imóvel e ter deixado o aparelho em casa. “Acreditamos que ele deixou o celular de propósito para não ser possível levantarmos o trajeto através do aparelho”, explicou.

O crime

Segundo a Polícia Civil a suspeita é que as mortes tenham ocorrido no máximo até as 22 horas de domingo (8), Dia dos Pais.

O casal Antonio Soares (65) e Helena Marra (59) foram encontrados na cozinha da casa.

Já o corpo de Jaqueline Soares, de 39 anos, foi encontrado caído dentro de uma banheira, em um dos quartos do imóvel no segundo pavimento. Todos foram mortos a facadas. A faca usada ainda não foi encontrada. O principal suspeito do crime é o marido de Jaqueline, preso em flagrante ainda na segunda-feira (9).