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Coluna Psi 04/12/2021

As emoções e os sentimentos não tiram férias!

03/12/2021 20H04

Jornal Ilustrado - As emoções e os sentimentos não tiram férias!

Chegamos a dezembro: O último mês do ano, sinônimo de festividades, comemorações, união e harmonia familiar. Diversão, alegria, felicidade, contentamento, pertencimento, descanso, férias e lazer são esperados ano após ano.

Será? Somente isso? Festas de final de ano e de férias são, sem sombra de dúvidas, períodos que interferem significativamente na rotina e nos sentimentos das pessoas por si só.

Seu impacto pode afetar positivamente ou negativamente a saúde de um modo geral, isto é, biologicamente, psicologicamente e socialmente.

Você pode pensar em como alguém poderia estar triste, angustiado ou infeliz ao brigar com um familiar no dia 01 de janeiro sentado em frente à praia?

Principalmente nesta época do ano há um bombardeio e certo apelo a modos “ideais” de ser e de estar. A viagem que você “precisa” fazer, a harmonia e a alegria “ideais” entre familiares e amigos, os presentes que você “precisa” comprar e por aí vai!

Não é incomum que as festas de final de ano e as férias se tornem estressantes, frustrantes e fonte de sofrimento psicológico devido a estes e diversos outros fatores que se correlacionam diretamente a todos os outros meses do ano, os anos anteriores e a vida pré véspera de natal.

Com as retrospectivas, reflexões e autoavaliações que simbolicamente adotamos neste período, surgem também angústias intransigentes em relação ao que se realizou, cobranças internas e externas, altos níveis de estresse acumulados no decorrer do ano, além da vivência de solidão por parte de muitas pessoas.

Do mesmo modo, justamente por efeito de todos os outros dias é que, nem sempre, há motivos para comemorar. Ou melhor, haverá sempre lutas maiores sendo travadas neste exato momento. Há harmonia e plenitude nos corações enlutados, nas geladeiras e pratos vazios?

Há queima de fogos dentro dos corações que não visualizam perspectivas de vida para o futuro? Os sentimentos e as emoções não tiram férias. A ansiedade, a depressão, a síndrome do pânico, não possuem data, idade e momento certo. Não permita que a ilusão do perfeccionismo aliene o respeito às singulares formas de lidar com os vazios afetivos e tangíveis neste final de ano.