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Apreensão de 2º explosivo levanta questionamento sobre a segurança na 7ª SDP

07/10/2019 08H39

A apreensão de uma segunda banana de dinamite no interior da cadeia de Umuarama no intervalo de 14 dias levanta um questionamento sobre segurança. O local abriga atualmente mais de 250 presos e funciona em prédio anexo a delegacia da Polícia Civil, Instituto de Identificação, Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal (IML), onde trabalham mais de 60 pessoas.

SEM SEGURANÇA

O delegado-chefe da 7ª SDP, Osnildo Carneiro Lemes defende o fechamento da estrutura e o remanejamento dos presos para unidades prisionais. “Independente da construção da Casa de Custódia, a cadeia deve ser desativada por não oferecer condições de segurança. Desde que assumi sempre disse que aqui é um barril de pólvora. Agora literalmente é um barril, pois até dinamite estão encontrando”, afirmou.

DINAMITE

Na quinta-feira (3) a noite, um artefato pesando cerca de 1,4 quilo foi encontrado no interior da cadeia por agentes do Departamento Penitenciário (Depen) . Uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar esteve novamente na Capital da Amizade nesta sexta-feira (4) detonando o explosivo.

INVESTIGAÇÃO

Agora as investigações são no sentido de apurar como os explosivos estão entrando dentro da cadeia. Outra perguntar é se a apreensão realizada esta semana é de material remanescente do encontrado no último dia 19 de setembro ou não. O inquérito policial está a cargo do delegado Adailton Ribeiro Júnior.

Na primeira situação, 600 gramas de uma banana de dinamite foram apreendidas. Houve a transferência de detentos para Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco) e uma operação de varredura foi realizada por agentes do Depen do SOE, de Maringá. Na ocasião uma série de aparelhos celulares foram apreendidos.

CASA DE CUSTÓDIA

O projeto de construção da Casa de Custódia em Umuarama está em fase de aprovação de projetos. A previsão da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) é que o processo licitatório seja aberto no início de 2020. A estrutura terá capacidade para abrigar 750 detentos, a princípio, provisórios, ou seja, aguardando julgamento.