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8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER

08/03/2021 19H10

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – CMDM – de Umuarama, no Dia Internacional da Mulher, homenageia a luta histórica das mulheres e traz à tona reflexões a respeito de toda a desigualdade e as várias violências que as mulheres sofrem.

A ONU (Organização das Nações Unidas) declarou o ano de 1975 como o “Ano Internacional da Mulher” para lembrar suas conquistas políticas e sociais. Foi a partir desse ano que o 8 de março foi oficializado como dia Internacional da Mulher. Essa data simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens, por meio de manifestações, greves, comitês, etc.

A idéia do Dia Internacional da Mulher começou a se formar no início do século XX, quando mulheres do mundo todo passaram a reivindicar por melhores condições de trabalho, como jornada de 8 horas, abolição do trabalho noturno, regularização de seus cargos e aumento de salário. Ainda hoje, estudos comprovam que a desigualdade no mercado de trabalho é gritante.

A presença de mulheres neste cenário é significativamente menor. As mulheres ainda sofrem prejuízos no mercado de trabalho por engravidarem. Em pleno século XXI, existem aqueles que defendem que mulheres devem ganhar menos, simplesmente por poderem engravidar. Isso, inclusive, é uma realidade no Brasil, pois as mulheres recebem em média 20% menos que os homens, para desempenhar o mesmo cargo.

As mulheres, no entanto, não têm a sua vida prejudicada somente no mercado de trabalho, uma vez que a violência de gênero, o abandono que muitas sofrem de seu parceiro durante a gravidez, o feminicídio, o aborto e os assédios são realidades cotidianas sofridas por muitas.

O Dia Internacional da Mulher não é um dia voltado simplesmente a homenagens triviais às mulheres, mas diz respeito a um convite à reflexão referente a como a nossa sociedade as trata. Essa reflexão vale tanto para o campo do convívio afetivo, familiar e social quanto para as questões relacionadas ao mercado de trabalho, já que mesmo passado décadas de protestos das mulheres e de celebração do 8 de março, a evolução ainda foi muito pequena.

O CMDM reforça que este é um momento de união, de combater o silenciamento que existe e que normaliza a desigualdade e as violências sofridas pelas mulheres, um momento de repensar atitudes na busca de uma sociedade igualitária. MULHERES, como bem disse Simone de Beauvouir: “Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância”.

Atenciosamente,

Jôze Kelly Fator Presidente do CMDM – Conselho Municipal dos Direitos da Mulher